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Kaze and the Wild Masks está entre os melhores jogos de plataforma 2D do Switch

Projeto do estúdio brasileiro PixelHive é inspirado em clássicos como a trilogia Donkey Kong Country (SNES)

Desde a era dos 8-bits, os consoles da Nintendo são a principal casa dos jogos de plataforma em 2D. A tradição permanece viva no Switch e o videogame híbrido recebe praticamente todos os representantes modernos do gênero. Essa biblioteca foi enriquecida pelo lançamento de Kaze and the Wild Masks, projeto nacional produzido pelo estúdio porto-alegrense PixelHive e distribuído pela holandesa Soedesco.



Com fortes inspirações em clássicos como a trilogia Donkey Kong Country (SNES), o título narra a aventura da coelha Kaze pelas Crystal Islands. Uma maldição recaiu sobre o arquipélago, transformando todos os vegetais em criaturas terríveis. Além de tentar trazer a normalidade de volta ao mundo, a protagonista deve também resgatar seu amigo Hogo e, para isso, ela contará com o apoio das misteriosas e poderosas Wild Masks.

As quatro máscaras de animais selvagens são responsáveis por variar o gameplay, apresentando desafios distintos que fogem do padrão de apenas correr e pular. Cada uma delas oferece poderes únicos para a personagem principal: águia permite que Kaze voe livremente pelos céus; tigre possibilita ao jogador escalar paredes; tubarão garante a habilidade de mergulhar na água; e o lagarto proporciona alta velocidade.

No entanto, o uso desses itens fica restrito a determinados trechos, ou seja, eles não podem ser aproveitados livremente. Algo bastante parecido ao que acontece com os animais amigos em Donkey Kong Country, encontrados dentro de uma fase ou outra, durante a jornada, e que são indispensáveis para superar certos obstáculos. Essa é apenas uma das diversas semelhanças que o jogo possui com a trilogia dos símios.

Cenouras ou bananas?

Bastam apenas poucos segundos para notar que Kaze é uma versão de Dixie Kong com orelhas maiores. Assim como a macaquinha, a coelha consegue permanecer por poucos segundos deslizando suavemente no ar depois de executar um pulo. Até mesmo alguns perigos que elas enfrentam são parecidos, por exemplo, ambas têm que atravessar corredores cheios de plantas espinhosas contando com a ajuda de caronas aéreas.



Os jogadores que finalizaram a trilogia original de DK frequentemente encontrarão em Kaze and the Wild Masks situações muito familiares. Essa inspiração acaba extrapolando o razoável, ora ou outra, por limitar as novas ideias. Existem sim conceitos inéditos no game e eles são extremamente bem planejados e executados, mas que perdem parte de seu espaço para desafios muito parecidos com os que superamos nos clássicos da Rare.

Fica bastante claro em muitas das fases que os desenvolvedores são capazes de criar conteúdos inovadores e é exatamente esse material que eu gostaria de ter visto um pouco mais. Parece que a criatividade estava presente no projeto, mas faltou uma pitada de ousadia para fugir daquilo que se provou acertado no passado e tentar coisas diferentes. No entanto, esse problema não é o suficiente para arranhar a identidade do jogo.

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08 Abr, 2021 - 20:20

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