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Facebook recebe 'nudes' para barrar 'pornô de vingança' na Austrália

Rede social diz que não guarda imagens, mas mantém 'digital' da foto para encontrar cópias.

O Facebook está recebendo "nudes" de australianos. que acreditam terem sido vítimas de "pornô de vingança". O objetivo do projeto, em parceria com o governo do país, é justamente combater na rede social a exposição de imagens íntimas para humilhar as pessoas retratadas.

A iniciativa foi anunciada na quinta-feira (2) pela eSafety, agência do governo da Austrália que promove a segurança online. Outros três países fazem parte dela: Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.

Funciona assim:

  1. se suspeitar que teve alguma imagem íntima compartilhada sem seu consentimento em sites do Facebook, qualquer cidadão australiano pode acionar a eSafety;
  2. para comprovar se o abuso está em curso, a agência solicita que o usuário use o serviço de bate-papo Messenger para enviar a si a imagem que acredita estar circulando;
  3. após ser notificado, o Facebook tira a "digital" da foto, uma espécie de "identificação biométrica" da imagem que passa a ser guardada pelo Facebook (a foto, e seus componentes visuais, não são armazenados);
  4. a partir daí, os algoritmos da rede social comparam essa "digital" com a de outras imagens; se baterem, as imagens são deletadas e não podem mais ser publicadas.


Segundo o Facebook, o veto às fotos flagradas vale para todas as suas plataformas, menos para o WhatsApp.

"Como parte do nosso continuado esforço de melhorar a detecção e remoção de conteúdo que viola nossos padrões de comunidade, nós estamos usando uma tecnologia que identifica imagens que correspondem para prevenir imagens íntimas não-consentidas de serem compartilhadas no Facebook, Instagram, Facebook Groups e Messenger", afirmou Antigone Davis, líder de segurança do Facebook.


Essa tecnologia já funciona para vetar imagens de ações extremistas, como propagandas terroristas. Essa é a primeira vez que o Facebook usa o recurso para outra finalidade.

"O piloto tem o potencial de desarmar o controle e o poder que os abusadores mantêm sobre as vítimas, particularmente em casos de vingança de ex-parceiros e extorsões sexuais", disse Julie Inman Grand, comissária do eSafety.


Fonte: G1/Globo

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08 Nov, 2017 - 19:38

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