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Tomb Raider I-III Remastered é tributo afetuoso à trilogia original com Bugs bem legais

Como um entusiasta de Tomb Raider desde os tempos em que era preciso deixar o PlayStation de ponta-cabeça para fazer o disco funcionar, posso dizer que estive bem servido de Lara Croft nos últimos anos, sobretudo com o lançamento da excelente trilogia reboot – considerada superior à original por muitos fãs da heroína.



Infelizmente, o fluxo de novidades em relação à série diminuiu muito a partir do momento que a Crystal Dynamics foi adquirida pelo Embracer Group em 2022. As coisas ficaram conturbadas após o conglomerado sueco passar por reestruturações internas, cancelando projetos e encerrando as atividades de alguns de seus estúdios. Não é segredo para ninguém que as empresas de tecnologia enfrentam uma fase complicada devido à volatilidade do mercado, especialmente nos Estados Unidos e Europa.

O intervalo não foi nada curto, é verdade, mas enfim fomos agraciados com um novo jogo da arqueóloga mais icônica dos videogames, mesmo sendo só uma coletânea familiar. Isso mostra que, mesmo em meio à turbulência na indústria, Lara Croft ainda tem seu espaço no portfólio de franquias ativas da Embracer. Nada de Tomb Raider na geladeira, hein!

Diferença de tom entre as trilogias

Destinada aos saudosistas de plantão, a compilação reúne as três primeiras jornadas de Lara nos tempos áureos do PC e PS1, coisa de anos 1990. Quando comparamos a premissa da saga antiga com a nova, pode-se notar mudanças consideráveis, a começar pelo tom. Eu havia me esquecido de como os jogos clássicos da heroína capturam parte da galhofa dos filmes da década de 1990.

Quem não se lembra da icônica batalha contra um tiranossauro no primeiro Tomb Raider? O confronto permanece intenso e apavorante até hoje, em especial se você se recusa a utilizar a estratégia de atirar e correr para a caverna.

Não estou dizendo que uns são melhores que os outros, não é isso, mas os títulos antigos se apegam à ficção e carregam mais elementos de misticismo, enquanto o reboot e suas sequências seguem por um caminho mais "pé no chão" e adotam uma abordagem mais, digamos, realista em sua proposta.

Dificuldade intacta

Para os amantes de desafios, a trilogia inicial entrega um level design sublime, promovendo alguns dos enigmas mais engenhosos que eu já vi nos videogames, com obstáculos à frente de seu tempo, embora tenham sido projetados há quase três décadas. A coletânea, vale dizer, não traz facilitadores, então sentir-se perdido e desamparado faz parte da brincadeira.

Não há mapas, elementos visuais ou dicas para indicar de maneira clara qual o seu próximo objetivo, o que preserva o ótimo senso de descoberta consolidado nos três primeiros volumes da história. Por outro lado, a falta de orientação pode desencorajar jogadores que estão experimentando as origens da exploradora de templos pela primeira vez – seguir guia acaba sendo uma boa ideia para contornar essa questão.

Entre os três os títulos, Tomb Raider (1996) segue sendo o meu favorito, uma vez que mescla trechos de combate, exploração e puzzles com mais naturalidade, inclusive com uma dificuldade mais equilibrada. O som dos passos de Lara nas grutas ainda ecoa em minha memória e me leva num pulo à infância, a um período em que éramos totalmente dependentes de revistas especializadas em detonados.



Fonte: Youtube

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15 Fev, 2024 - 06:04

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