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Mega Drive faz 30 anos, veja 7 curiosidades sobre ele

Lançado no ocidente em 1989, videogame de 16 Bits ajudou a colocar a Sega no mapa, desafiou a hegemonia da Nintendo e conquistou legiões de fãs, muitos deles aqui no Brasil

Parece que foi ontem (especialmente para quem viveu a época), mas em 14 de agosto o Mega Drive irá completar 30 anos de seu lançamento no ocidente. O console elevou os jogos domésticos a um novo nível, ajudou a estabelecer a Sega como uma das grandes empresas no setor, desafiou a hegemonia da Nintendo e até hoje faz o coração dos fãs bater mais forte.

Para celebrar (e relembrar) o legado do "Mega", confira neste artigo 7 fatos sobre o console. E por mais fã que você seja, aposto que não conhece alguns deles. Então sente-se no sofá, pegue seu controle e volte no tempo com a gente!

1. Descendente dos arcades

Antes de conseguir sucesso no mercado de consoles domésticos, a força da Sega estava nos arcades, também conhecidos aqui no Brasil como "fliperamas". E foi lá que a empresa foi buscar inspiração para seu novo aparelho. O Mega Drive foi baseado na placa System 16, um sofisticado sistema de 16-Bits que foi lançado em 1985 e que serviu de lar para jogos que se tornaram clássicos como Shinobi, Golden Axe, E-Swat, Alien Syndrome, Altered Beast e muitos outros.

ImagemPlaca System 16B, da Sega, com o jogo Altered Beast.


Por isso não é de se espantar que versões e sequências destes jogos aparecessem no console. Altered Beast, por exemplo, foi um dos títulos de lançamento e apareceu com destaque na caixa e comerciais do console, inclusive aqui no Brasil.

2. O quinto filho

Antes do Mega Drive, a Sega lançou o Master System. Então o Mega foi seu segundo console, certo? Errado! O Mega Drive é nada menos que o quinto console doméstico da empresa.

Vamos contar: o primeiro console foi o SG-1000, de 1983, um "primo" do Colecovision norte-americano e de computadores da família MSX que foi sumariamente ofuscado pelo Famicom, da Nintendo. O segundo foi o SG-1000 Mark II, uma versão revisada do console anterior com uma carcaça diferente.

ImagemOs quatro consoles lançados pela Sega antes do Mega Drive. Da esquerda para a direita, de cima para baixo: SG-1000, SG-1000 Mark III, Sega Mark III, Master


O terceiro foi o Mark III, uma versão expandida do Mark II com gráficos melhores e mais memória. Este serviu de base para o que no exterior ficou conhecido como Master System, mas que internamente era chamado pela Sega de Mark IV. Por isso, durante o desenvolvimento, o Mega Drive era chamado de Mark V.

3. Múltiplas identidades

O Mega foi lançado no Japão com o nome de Mega Drive (que também foi adotado no Brasil e Europa). Mas ao desembarcar nos EUA, a Sega esbarrou em um problema: uma empresa fabricante de acessórios para computador já tinha registrado esse nome. A solução foi rebatizar o console como "Genesis". Além da conotação bíblica, o nome representava um "renascimento" da Sega no mercado de videogames nos EUA, já que o Master System nunca fez sucesso por lá.

Mas estes não foram os únicos nomes do console. Na Coréia do Sul ele era conhecido como Super Gam*Boy e foi distribuído pela Samsung! Isso por causa de leis que dificultavam que empresas japonesas fizessem negócios no país, fruto das tensões entre o Japão e Coréia do Sul devido a um extenso período de ocupação japonesa do país, que só terminou com o fim da segunda guerra.

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4. Pai de muitos outros

A Sega tinha uma tradição: construir seus consoles e arcades de forma modular, com uma geração "expandindo" os recursos da outra. Por isso o Mark III era compatível com os jogos do SG-1000 Mark I e II, e o Mega Drive era nativamente compatível com os jogos do Mark III e Master System, bastando um adaptador para os cartuchos.

Por isso, quando viu que era necessário fortalecer o Mega Drive para fazer frente a novos concorrentes, como o PC-Engine CD da NEC e Super Famicom da Nintendo, a Sega adotou uma estratégia de acessórios de expansão. A ideia é que os usuários poderiam fazer um upgrade de seus consoles sem perder acesso a todos os jogos e acessórios nos quais já haviam investido.

Daí nasceram produtos como o Mega CD ou Sega CD, uma unidade que permitia que o console rodasse jogos em CD-ROM, com trilhas sonoras orquestradas, sequências em vídeo e novos efeitos gráficos.

Já o 32X era uma tentativa de oferecer um "salto de geração", transformando o console num sistema de 32-Bits, com maior poder de processamento. Ambos podiam até mesmo ser combinados no Sega CD 32X, um monstrinho de sistemas empilhados um em cima do outro que, além de feio, era caro e só recebeu seis jogos.

ImagemO "monstrinho" Mega Drive, Mega CD (ambos da segunda geração, com design slim) e 32x (no topo).


Além disso também houveram híbridos, descendentes e variantes. O Wondermega ou X-Eye era uma combinação de Mega Drive e Mega CD em um só console, com um design muito mais atraente e esbelto, mas um preço alto demais para que pudesse se popularizar.

O Mega Jet era uma versão portátil, feita para ser usado com sistemas de entretenimento de bordo da companhia aérea japonesa JAL. Por isso não tinha uma tela, o usuário deveria usar a que estivesse em frente ao seu assento.

Já o Nomad, de 1994, era um verdadeiro portátil, criado como um sucessor do Game Gear. Ele tinha tela colorida e rodava quase todos os cartuchos do Mega Drive, mas tinha um grave defeito: gastava pilhas como se não houvesse amanhã.

Por fim o Neptune, nunca lançado, seria um Mega Drive com o 32X embutido e um novo design. Até hoje nunca foi encontrado um prótótipo funcional do console, apenas um "mock up" de como seria seu gabinete. Isso não impede fãs de criar seus próprios "Neptune", embutindo (com muita paciência) um 32X dentro de um Mega Drive.

ImagemSega Neptune, combinação de Mega Drive com 32x, nunca lançado.


5. Mega Drive + Computador = ?

Além das variantes citadas acima, houveram várias tentativas de combinar um Mega Drive com um computador pessoal. A primeira foi o Tera Drive, da própria Sega, desenvolvido em parceria com a IBM e lançado em 1991. Ele combinava um Mega Drive completo com um PC baseado em um processador 286, o que era um problema pois na época de seu lançamento este chip já estava obsoleto.

Além de rodar jogos do Mega Drive em cartucho, o Tera Drive era um PC comum com 640 KB de RAM, DOS 4.0, uma ou duas unidades de disquetes de 3,5" e, na configuração mais cara, um HD com a impressionante capacidade de 30 MB.

As duas "metades" do sistema podiam se comunicar, e um dos softwares que acompanhava o console era o "Puzzle Construction Kit", que permitia que o jogador usasse o PC para personalizar um quebra-cabeças estilo "Columns" que rodava no Mega Drive.

ImagemTera Drive, mistura de PC 286 da IBM com um Mega Drive.


A segunda tentativa de combinar um PC e Mega Drive foi o Mega PC, lançado pela inglesa Amstrad em 1993, que foi bem menos ambiciosa: não havia integração entre as duas metades, que simplesmente ocupavam o mesmo gabinete e usavam o mesmo monitor. Para escolher qual "lado" usar, bastava deslizar um painel na frente do gabinete. A vantagem em relação ao Tera Drive era o hardware bem mais sofisticado no lado PC, baseado em um processador 386 acompanhado por 1 MB de RAM e HD de 40 MB.

Além destes dois, a empresa Kuaitiana Sakhr Computers lançou dois híbridos de Mega Drive e MSX, uma família de computadores de 8-Bits que foi muito popular no Japão e no Brasil. O AX-660 e o AX-990 eram MSX de primeira geração (MSX 1, tecnicamente equivalentes ao Expert, da Gradiente, vendido aqui no Brasil), combinados com um Mega Drive no mesmo gabinete.

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Havia dois slots para cartuchos, um no padrão MSX e outro no padrão do Mega Drive, e os sistemas eram completamente separados: o usuário escolhia qual usar através de uma chave na traseira do computador. A idéia era oferecer os softwares educacionais e de produtividade disponíveis para os MSX em um pacote que também fornecesse acesso aos jogos mais sofisticados do Mega Drive, uma espécie de "melhor dos dois mundos".

6. Ele quase derrubou a Nintendo

Quando o Mega Drive foi lançado nos EUA, o mercado de videogames domésticos no país era dominado pela Nintendo. Mas graças a uma estratégia bem planejada, que envolveu o desenvolvimento de jogos com ícones da cultura norte-americana (incluindo esportistas como Joe Montana e cantores como Michael Jackson) e uma imagem mais adulta, a Sega foi aos poucos revertendo esta situação.

Em 1994 a Sega chegou a deter 55% do mercado norte-americano de consoles de 16 Bits, e durante quatro anos vendeu mais que a Nintendo na temporada de fim de ano. Em alguns momentos, nos EUA, eram vendidos dois Mega Drives para cada Super Nintendo.

7. Vendeu milhões

Quase 35 milhões de consoles foram vendidos pela Sega, tornando o Mega Drive, sem dúvidas, seu maior sucesso. Destes, mais de 3 milhões de consoles foram vendidos no Brasil. O jogo mais vendido foi Sonic the Hedgehog, que não por acaso se tornou a mascote da Sega, com 15 milhões de unidades.

Fonte: Olhardigital

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20 Jul, 2019 - 12:28

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