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Cyberpunk 2077: gameplay, segredos, data e tudo o que sabemos até agora

Cyberpunk 2077 é um game de RPG de mundo aberto feito pelos mesmos criadores da trilogia The Witcher. A expectativa é bem alta porque o jogo foi anunciado em 2012, antes mesmo de The Witcher 3, e desde então está prometendo revolucionar esse gênero.

Agora que a gente finalmente ganhou mais detalhes de como ele vai ser chegou a hora do resumão. A seguir, você vai ver tudo que nós descobrimos — e que você talvez ainda não saiba — sobre Cyberpunk 2077.

2077 é a sequência de Cyberpunk 2020

A primeira coisa que precisa ficar claro é que, assim como a trilogia The Witcher funcionou como uma sequência não canônica para a saga de Geralt de Rívia nos livros, Cyberpunk 2077 é uma sequência dos eventos da franquia de RPG de mesa "Cyberpunk" e se passa na mesma cidade, 57 anos depois.

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O criador desse RPG, que é o Mike Pondsmith, baseou-se em temas e estéticas como distopia, futurismo, filmes noir e ambientes urbanos noturnos. Ele tentou várias vezes antes se unir a estúdios para transformar sua obra em game, mas sempre desistia por diferenças criativas.

A parceria com a CD Projekt só foi possível porque os desenvolvedores eram muito fãs da obra e tinham respeito pelo material original. Então o Pondsmith se tornou consultor da desenvolvedora e participou da produção do game.

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Night City é um mundo aberto e complexo

O jogo acontece em Night City, uma megalópole distópica localizada na costa do Estado Livre da Califórnia do Norte. É um lugar fascinante, mas também decadente e violento. Em 2077, ela foi considerada o pior lugar do país para se viver.

Nessa linha do tempo, os Estados Unidos passaram a depender de megacorporações para sobreviver, companhias de vários ramos como robótica, biotecnologia, comunicações e armamentos — muitas delas agindo até mesmo acima da lei.

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Night City tinha mais de 5 milhões de habitantes no ano de 2020 — e é possível que esse número seja bem maior no ano de 2077. Nas ruas da cidade existem NPCs de todos os tipos, todos vivendo sua rotina com ciclos de dia e noite, e muitos vivendo em megaconstruções, que são complexos verticais gigantescos abrigando microssociedades.

A CD Projekt promete a cidade mais realista já feita em um game de mundo aberto e pelo menos quatro vezes maior que o mapa de The Witcher 3. O mais impressionante? Eles prometem que tudo isso vai rodar sem qualquer tela de carregamento entre ambientes abertos ou fechados.

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Os mapas também são mais verticais por causa dos prédios. Então além de passear pelos áreas no térreo, os grandes edifícios vão oferecer vários andares com muito espaço extra pra exploração.  

O mapa da cidade tem seis distritos

A versão da megalópole no jogo vai ser dividida em seis áreas principais:

  1. City Center: é o distrito mais rico, com as megacorporações e construções luxuosas;
  2. Watson: reúne culturas asiáticas e imigrantes com seus mercados — é a Liberdade dos caras;
  3. Westbrook: uma área turística, quase um parque de diversões para pessoas ricas.
  4. Heywood: é um distrito suburbano predominantemente latino e tem, ainda que de um jeito disfarçado, um problemas de gangues;
  5. Pacifica: ironicamente, é a parte mais perigosa da cidade, abandonada, separada do resto de Night City, extremamente pobre e completamente dominada pelas gangues;
  6. Santo Domingo: que é um distrito industrial e de usinas elétricas.


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Quem controla Night City

Muito da violência de Night City é provocada pelas forças que tentam controlar a cidade. No submundo, existem várias gangues.

Foi possível ver na demo de 2018 algumas delas como a dos Scavengers, que sequestram pessoas para roubar implantes, como se fossem traficantes de órgãos, e a dos Maelstrom, que são obcecados com modificações corporais através de implantes cibernéticos e tentam se tornar cada vez mais máquinas e menos humanos.

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Mas na verdade, como uma toda boa história do gênero cyberpunk, quem domina de verdade a cidade são as megacorporações. O primeiro gameplay divulgado apresentou Meredith Stout, uma agente de uma dessas companhias, a Militec que atua no setor paramilitar privado.

Mas ainda existem várias outras como a Trauma Team, que oferece um seguro médico que garante cuidados médicos com resgate armado; e a Biotechnica especializada em engenharia genética.   

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Quem você controla e quais são seus aliados

O jogador controla um mercenário ou mercenária chamada "V". Junto com ele ou ela, existe um parceiro para várias missões: Jackie Welles, um assassino de aluguel grandalhão, de origem latina e que tem bom gosto pra automóveis. 

Tem ainda alguém de suporte remoto chamado T-Bug que auxilia no início do game e o doutor Victor Vector, que é um cirurgião clandestino, um "estripadoutor", que faz implantes cibernéticos no protagonista.  

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V consegue um contato com Dexter DeShawn. Ele é um atravessador, ou seja, uma pessoa que faz coisas acontecerem, incluindo arranjar assassinatos, sequestros, tráficos e contrabandos.

Dexter é um atravessador de alto nível e manter uma parceria com ele é a porta de entrada para fazer parte do time dos melhores e mais bem recompensados mercenários de Night City.

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Cyberpunk 2077 vai honrar os temas do seu gênero

Se a trilogia The Witcher tocava em temas adultos como sexo, massacres, aborto e poder político, Cyberpunk 2077 deve ir além. Os desenvolvedores já disseram que os principais temas políticos e filosóficos do gênero cyberpunk estarão no jogo e que eles não temem abordar assuntos polêmicos.

A desigualdade social com bilionários e miseráveis na mesma cidade, a obsessão por próteses robóticas no corpo, questionando qual é o limite da adesão à tecnologia; a violência extrema da criminalidade; a busca pela liberdade e pela identidade, necessitando de fazer parte de um grupo, como no caso das gangues.

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E, é claro, a humanidade. Em um dos diálogos do gameplay de demonstração, Jackie fala de comemorar com V após a missão e ela diz que parou de beber.

Na cena seguinte, ela acorda deprimida três dias depois ao lado de um garoto de programa e com uma garrafa de pinga vazia, mostrando que os personagens também carregam emoção e  vulnerabilidade.

A personalização é profunda e as classe fluidas

Agora, falando do gameplay em si, você vai poder customizar seu personagem de várias formas diferentes. Escolhendo sexo, etnia, fisionomia, tipo físico, cabelo, tatuagens e muito mais.

Além disso, também vai ser possível definir eventos do passado que afetam a personalidade e motivações, e atributos como força, reflexos e o quão descolado você é — que naturalmente vão impactar sua interação com as pessoas e com o mundo.

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A classe, por outro lado, não será determinada na criação do personagem e sim pelo como você vai jogar. Lembra de Skyrim, quando você podia começar se especializando em habilidades de guerreiro e depois investir em aspectos de mago ou ladino? Pois é, parece que vai ser mais ou menos por aí.

Existem no mínimo três classes disponíveis

Nos RPG de mesa Cyberpunk existe quase uma dezena de funções — ou classes. Mas até agora, nós sabemos que existem pelo menos três dessas classes fluidas em 2077, que acabam sendo na verdade árvores de habilidades:

  1. Netrunner: voltada para o hackeamento, para jogadores que preferem abordagens furtivas;
  2. Techie: voltada para a engenharia e criação de armas e equipamentos;
  3. Solo: mais focada no combate direto e na força e velocidade.


Além de fornecer habilidades distintas de combate, abordagem e hacking, as funções também estão ligadas aos diálogos. Certas opções durante as conversas com NPCs só aparecerão para determinadadas classes.

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2077 é um RPG denso

Para honrar o material original, Cyberpunk 2077 promete uma experiência de RPG mais densa e complexa. Suas decisões podem — e vão — impactar seu final na campanha e, é claro, sua trajetória no game. Ou seja, sua ações influenciam também como esse mundo aberto reage a você, inclusive provocando encontros aleatórios. 

Na demo, por exemplo, depois de matar a psycho gang dos scavengers em um esconderijo, eles passam a perseguir você nas ruas. Algumas dessas consequências são imediatas e outras serão sentidas a longo prazo.

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Outro elemento mais "hardcore" de RPG é a preparação. O gameplay mostra que V, quando vai se encontrar com a agente da Militec, em vez de ir ao encontro de cara, investiga a área, as pessoas e os veículos para saber suas chances antes de agir. O caminho não letal vai ser sempre uma opção.

Os ambientes são interativos

Se Night City é impressionante na superfície, a interação com os ambientes torna tudo melhor. Existem letreiros de propaganda interativos que fornecem localização de onde comprar o produto anunciado; certos elementos são destrutíveis, como colunas e paredes; e você também vai poder interagir com certos objetos.

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Existem várias alternativas de combate

Assim como as opções de persuasão, o combate também depende do quão forte ou capaz seu personagem é. Praticamente todas as armas e cyberwares tem uma opção não letal, permitindo que você desacorde ou imobilize o inimigo em vez de matá-lo.  

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Isso significa que em todas as quests você vai poder escolher em atacar furtivamente ou no "modo Rambo". É possível até mesmo terminar a campanha sem matar uma única pessoa.

O combate em si oferece desde opções como enfrentamento corpo a corpo até armas cheias de funções especiais, como a tecnoescopeta, com balas que atravessam paredes e que podem ser energizadas ou a arma inteligente Kang Tao Tipo 41. As balas dela rastreiam e seguem o alvo.

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No quarto de V, também existem slots vazios para katanas, granadas e lançadores de granada. Ainda têm as especializações, que conferem habilidades de combate únicas.

Do tipo físico, como dar pulo duplo, quicar em paredes e correr no ar, e outras como instalar um módulo de armas que ricocheteia, matando o inimigo com tiros por tabela.

Inaladores dão habilidades especiais

A demo ainda mostrou inaladores que se parecem com bombinhas de asma. Enquanto um era usado para curar a personagem, tinha outro que funciona como amplificador de reflexos e permite usar uma habilidade de deixar o tempo mais lento de um jeito parecido com o da série de games F.E.A.R.

É possível que esses que amplificadores tenham um custo, para não deixar o jogo fácil demais. A jaqueta de V no início aumenta a resistência a químicos e na trilogia The Witcher, Geralt usava poções que davam vantagens durante as batalhas, mas elas tinham um custo de toxicidade. Será que vamos ter um medidor de químicos ingeridos pelo personagem?

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O menu do jogador revela várias coisas

Pelo rápido olhar que tivemos do menu, deu para ver nas abas algumas pistas de coisas que vamos encontrar no jogo:

  1. Área de código: que não fica claro do que se trata;
  2. Seção de missões;
  3. Bio monitor: que parece ser o monitoramento do status de saúde e que também aparece na aba do inventário;
  4. GPS, com o mapa;
  5. Crafting: para a criação de itens;
  6. Aba social — a gente vai falar sobre essa última mais para frente.


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Dentro do inventário, existem as seções estilo, itens equipados e uma mochila. E é ali que descobrimos que teremos espaço para carregar quatro armas de uma vez.

Temos também os itens coletados, que incluem a roupa que você veste; um panorama dos níveis de cada elemento que monta seu personagem; e os atributos pessoais.

Suas roupas impactam sua interação com o mundo

Falando em roupas, o que você veste também impacta seu gameplay. Além de oferecer atributos como armadura, resistência a temperaturas extremas, a pulsos eletromagnéticos e a químicos, a peça que você veste pode desbloquear novos conteúdos pela cidade através da sua reputação.

E fica aí o easter-egg: essa logo na jaqueta da demo é da banda Samurai, muito conhecida no universo do RPG de mesa Cyberpunk e liderada por Johnny Silverhand.

A música que o rádio toca no início da demo é deles e vem junto com o anúncio da morte do personagem, que devia estar bem velhinho em 2077 — ou será que não?

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Keanu Reeves é Johnny Silverhand

Para a surpresa de todos, o papel do finado Johnny Silverhand vai ser interpretado por Keanu Reeves. Ele aparece no jogo como um holograma que está conectado à sua mente e acompanha você, agindo quase como um conselheiro do jogador. 

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Haverá relacionamentos românticos

Assim com Mass Effect, e como no próprio The Witcher, você vai poder desenvolver relacionamentos românticos e sexuais. Existem NPCs héteros, gays e bissexuais e você decide com suas escolhas como e com quais personagens vai se envolver.

A moeda do jogo é quase familiar

Uma das moedas principais em Cyberpunk é chamada de "eddie", que é um apelido pra "euro-dólar". Aparentemente, nessa linha do futuro a moeda norte-americana e europeia se tornaram uma. É com esse tipo de grana que você vai fazer a maior parte das transações no jogo.

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Existem muitos vendedores para turbinar seu jogo

Além de pilhar armas nas missões, existem também vendedores de armamentos e equipamentos espalhados por toda a cidade. Entre os vendedores, tem ainda as clínicas de riperdocs ou estripadoutores.

Alguns operam legalmente e outros no mercado negro. Eles são especialistas que instalam ou aperfeiçoam implantes cibernéticos, como scanners óticos que melhoram a mira e analisam objetos e inimigos. Aliás, esses implantes modificam a aparência do personagem que você customizou.

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São vários veículos para explorar a cidade

Vai ser possível explorar Night City livremente com vários veículos diferentes. Entre eles, carros, motos e transportes voadores. E não é só exploração, combate com o automóvel em movimento está no pacote.

O jogador vai poder dirigir em primeira e em terceira pessoa. A vantagem da primeira, é ver o cockpit com mais detalhes e status da corrida, e o da terceira é ter melhor noção de como você está dirigindo.

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A desenvolvedora defende a perspectiva em primeira pessoa

Algo que os desenvolvedores defendem bastante é a decisão por fazer Cyberpunk 2077 em primeira pessoa. Muitas pessoas ficaram frustradas quando viram que não teriam uma experiência parecida com a da trilogia Witcher, mas segundo a CD Projekt essa perspectiva foi escolhida para aumentar a sensação de imersão nesse mundo.

Como você não controla um personagem pré-definido, tal como era o caso do Geralt, eles acreditam que, junto com a customização, estar em primeira pessoa vai fazer o jogador se sentir realmente um personagem único que vive em Night City. Você só vai ver a câmera mudar para a terceira pessoa durante a pilotagem de veículos e durante as cutscenes.

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Photo Mode está nos planos

O Photo Mode é uma tendência nos grandes jogos atuais. Questionado sobre a presença do Modo Fotografia em Cyberpunk, o perfil oficial do jogo no Twitter disse que está nos planos dos desenvolvedores incluir o recurso.

Nada de crossover com The Witcher

O ator que faz a voz do Geralt, o Doug Cockle, disse que não trabalhou em Cyberpunk e que não teria motivo pra mentir sobre isso. O diretor de Cyberpunk Adam Badowski disse ser contra uma aparição da Ciri, já que ela pode viajar entre dimensões, "porque eles não são Kingdom Hearts e não vão ficar juntando os universos".

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Talvez Cyberpunk 2077 ganhe elementos multiplayer

Lembra da aba "social" do menu? Pois é, a CD Projekt anunciou o game dizendo que queria trazer também uma experiência multiplayer, mas nunca disse claramente do que se tratava.

Durante a E3 2018, eles falaram que resolveram dedicar os esforços totalmente à campanha e que o multiplayer voltou pra fase de análise. Ele até pode sair, e provavelmente vai, já que eles deixaram rastros dele no menu, mas isso só aconteceria após o lançamento do jogo.

Então eles estão priorizando a campanha offline. Aí fica a pergunta: como fazer uma interação multiplayer que funcione nessa proposta de jogo? Um modo à parte ou algo numa pegada meio SoulsBorne?

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Cyberpunk tem o mesmo compositor de The Witcher 3

Uma das coisas mais incríveis da parte artística de The Witcher 3 é a música e além do visual, a música é muito característica e importante no gênero cyberpunk. Então é uma boa notícia saber que a ambientação musical do jogo tá nas mãos do mesmo compositor de Wild Hunt, o Marcin Marcin Przybylowicz.

Na verdade, junto com ele, tem ainda o Brian Mantia, que compôs pra inFamous 2, e a Melissa Reese, que trabalhou em Infamous: Second Son e cantou em Bloodborne.

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O jogo será lançado totalmente em português

Além de legendas nos trailers oficiais e de texto no nosso idioma no site oficial, o próprio jogo vai ser lançado no Brasil totalmente localizado. Cyberpunk 2077 vai contar com textos, legendas e vozes em português.

A CD Projekt já falou sobre DLCs e microtransações

No vídeo de longplay a desenvolvedora deixou uma mensagem bem clara sobre algumas coisas. O sistema de negócios será como The Witcher 3, com possíveis expansões grandes e pagas; não vai ter DRM no PC, que é são sistemas antipirataria que obrigam você estar online 100% do tempo; e sobre microtransações eles disseram: "em um RPG single player? Tá maluco?"

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Motivos da demora: ambição e mudanças

Desde o início a CD Projekt quis fazer de Cyberpunk um jogo maior que The Witcher 3, mas eles ficaram ainda mais ambiciosos durante o desenvolvimento.

Em 2015, três anos depois do anúncio, a chefia do estúdio disse em uma reunião de investidores que eles decidiram transformar o projeto em algo muito maior e mais revolucionário do que era a ideia inicial.

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O presidente da empresa ainda disse que eles foram ingênuos o bastante para achar que conseguiriam tocar os dois projetos ao mesmo tempo, o que acabou não funcionando. Para isso, o estúdio chegou a dobrar o quadro de funcionários, que foi de 400 para 800 pessoas.

Sem contar que eles adotaram a filosofia de, se algo não está legal, vale a pena mudar a direção e descartar três ou seis meses de trabalho para fazer de novo e ficar perfeito.

Quando sai e para quais plataformas

Após anos de mistério, foi revelado finalmente que Cyberpunk 2077 será lançado no dia 16 de abril de 2020, inicialmente para PlayStation 4, Xbox One e PC — mas com uma nova geração vindo por aí, é quase certo que vamos ver o jogo em consoles futuros.

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E você, está ansioso por Cyberpunk? Qual é a característica do game que você mais curtiu conhecer até agora? Conta pra gente aqui nos comentários! 

Fonte: Voxel

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15 Jun, 2019 - 12:00

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