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Jogamos quatro horas de Resident Evil 2 e os sustos estão ainda mais reais

A sensação de gore, agora a 60 frames por segundo, é mágica

Às vezes, trabalhar com jornalismo de games tem suas vantagens. Experimentar, por quatro horas, um pouco do que Resident Evil 2 vai oferecer aos fãs em janeiro de 2019 foi uma delas. Mas não precisa se preocupar com spoilers. Quem é convidado para esses testes precisa assinar um monte de documentos que impedem de soltar alguns detalhes antes da hora e o não cumprimento do que foi acordado resultará numa vida de terror inimaginável.

Algo que precisa ser dito, e que não é para ser entendido de forma pejorativa, é que o que Resident Evil 2 fez com os jogos de terror lá no final dos anos 90 provavelmente não vai se repetir com a nova versão do game que a Capcom planeja lançar no começo de 2019.

No entanto, agora temos uma Capcom mais experiente, que sabe exatamente o que quer com o jogo, sem inventar moda, presentando o jogador com o melhor que ela já ofereceu em cada um dos Resident Evil já vistos. E, facilmente, RE2 ainda será recebido como um dos maiores lançamentos do ano que vem.

Existem dois tipos de pessoas que vão experimentar o terror de zumbis futuramente: aqueles que já jogaram Resident Evil 2 no PSX, e aqueles que não tiveram a mesma sorte. Considerando que nunca foi o meu gênero favorito e que parei de jogar o original durante a missão da biblioteca (bem na parte que você cai do mezanino através de um buraco no chão), digo tranquilamente que faço parte da galera que nunca jogou (de verdade) a aventura de Leon e Claire.

Isso não me atrapalhou em nada, muito pelo contrário. Os olhos marejados dos colegas de profissão que estavam na mesma sala que eu, vislumbrando aquele combo de visual, animação, fluidez e tripas (muitas delas) espalhadas pelos ambientes da delegacia de Raccoon City, eram facilmente os meus também. Gostaria de parabenizar as mais de 800 pessoas envolvidas nesse processo de "atualização", pois sim, elas conseguiram.

Obviamente que "a galera das antigas" somou uma experiência nostálgica ao todo. "Olha só esse lugar como tá diferente", "NOSSA, trouxeram isso de volta também, que incrível!", vazavam aqui e ali através entre os fones de ouvido. Mas no final das contas, com o tanto de novidade que a demo apresentou a eles, a experiência desses veteranos foi mais parecida com a minha do que eles jamais poderiam admitir (sim, tem muito conteúdo novo no game).

A sensação de gore, do barulho de carne humana sendo mastigada, de balas fumegantes atravessando cadáveres ambulantes putrefatos, tudo a 60 frames por segundo, é mágica. Vale lembrar que a demonstração foi apresentada no PlayStation 4 Pro, com HDR ligado e tudo mais.

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De volta ao jogo propriamente dito, experimentamos primeiro Leon S. Kennedy. Empenhado na sua missão, não deixa ninguém para trás. Apesar da boa quantidade de armas à sua disposição (por conta da build de testes), a munição era escassa. Não dava para enfrentar qualquer adversário que aparecesse na sua frente. Juntando o trecho da build anterior (da BGS) com essa, foi fácil perceber que, pelo menos nos trechos apresentados até agora, a campanha do policial é um pouco mais direta ao ponto. Mais ação, inimigos, alguns sustos e a já esperada participação de Ada Wong (mesmo conhecendo a personagem, fiquei surpreso de encontrá-la na demo #noob).

Desta vez exploramos novos cômodos da delegacia de Raccoon City. Com Leon descemos até os esgotos e experimentamos novos tipos de terror. O que me chamou bastante atenção foram algumas reações dos personagens; eles reagem uma primeira vez sempre de forma natural, quase a prever um pensamento do jogador. "Nossa, que nojo", "Desgraçado, me assustou", e por aí vai.

A parte em que jogamos com a Ada é um pouco diferente da campanha de Leon. Ela precisa resolver alguns quebra-cabeças que envolvem um tipo de scanner (sua arma / mecânica particular), fugir de algumas criaturas que não podem ser vencidas e dar cabo da sua própria missão. Gostaria de entrar em detalhes com vocês sobre isso, mas por motivos de embargo, não vou.

De volta com Leon, ainda nos esgotos, voltamos um pouco com o tiroteio, enfrentamos monstros que provavelmente ninguém queria enfrentar, em seguida uma luta contra um chefe de área (ou quase isso) e por fim, nos reencontramos com Ada. Mas aí acaba a parte da demonstração com o personagem. A sensação de jogar um Resident Evil 4 muito melhorado não me abandonou em nenhum momento.

Mais desafios

Acho que todo mundo sabe que Resident Evil 2 possui duas campanhas separadas, com dois personagens a serem escolhidos no começo da aventura. O policial Leon S. Kennedy e Claire Redfield. Nesta nova versão do jogo não será diferente, e ambas as campanhas não se encontram no decorrer da aventura.

Com Claire no comando durante a demo, o jogo assume uma nova perspectiva, ou talvez antiga. Missões que envolvem mais exploração, idas e vindas pelas dependências da delegacia e habilidade para se livrar de situações de risco valem mais a pena que o combate propriamente dito. Desmembrar zumbis é uma alternativa, já que não é todo tiro na cabeça que incapacita o zumbi de primeira (precisa ser acerto crítico e tal).

Revivi meus piores pesadelos de Resident Evil 2 com Claire. Inclusive, a parte da biblioteca trazia sustos semelhantes, veja só. No geral tenho um sério problema de lembrar o que eu preciso fazer quando somos obrigados a resolver de dois a três enigmas de uma vez para desvendar a primeira parte lá da primeira porta trancada do começo da fase. Sei que é o estilo de RE2, mas isso não muda o fato de eu me perder completamente na história do game.

Dito isso, o que é preciso fazer nessa demonstração é exatamente isso. Resolver pedacinhos de quebra-cabeças, encontrar um milhão de chaves especiais, ler alguns documentos e daí, quando estamos para andar com a narrativa "Bem, é isso, a demo acaba aqui, obrigado". SÉRIO, COLEGA?! ME DÁ MAIS DOIS MINUTOS, NA MORAL!

Com os ombros encolhidos, sentado à beira da cadeira, a tensão era quase palpável. Quando não era a preocupação de explorar um novo cômodo da delegacia, eram os passos do gigante de cara preta que não deixa você fazer nada em paz. É tudo maravilhoso, de verdade.

Apesar de não fazer parte do meu gênero costumeiro, Resident Evil 2 está na minha lista de jogos para terminar em 2019. Espero que todo o resto dele siga de acordo com essas passagens que experimentamos até agora.

*Fomos convidados pela Capcom para testar uma demonstração do jogo.

O remake de Resident Evil 2 será lançado no dia 25 de janeiro de 2019, para PlayStation 4, Xbox One e PC, com legendas em português.

Fonte: Jovemnerd

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15 Dez, 2018 - 20:50

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