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Como um fracasso de US$ 100 milhões deu origem ao melhor game do Batman

Já houve uma época em que praticamente todo filme de super-herói vinha acompanhado de um ou mais jogos de videogame baseados nele - geralmente com resultados catastróficos.

Provavelmente o caso mais dramático seja o do game baseado no filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas" que nem chegou a ser lançado e deu um prejuízo de 100 milhões de dólares à produtora Electronic Arts.

O jogo estava sendo desenvolvido para PlayStation 3 e Xbox 360 pelo estúdio australiano Pandemic, que já tinha lançado games de ação como a ótima série "Mercenaries" (que não tem nada a ver com os filmes de Sylvester Stallone) e os excelentes "Star Wars Battlefront" (que também não têm relação alguma com os "Battlefront" atuais).

A princípio, ele seria uma aventura linear aos moldes de "Batman Begins", lançado em 2005 e criado pela Eurocom. Só que naquela época já estavam começando a ficar muito populares os jogos de mundo aberto e aí ficou decidido que o novo "Batman" seguiria o mesmo caminho.

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O problema é que foi mais fácil decidir isso do que realmente fazer acontecer. O game de "Cavaleiro das Trevas" usava uma versão personalizada do motor gráfico de "The Saboteur", jogo de mundo aberto do estúdio ambientado na Segunda Guerra Mundial, mas não funcionou tão bem quando fez a transição de aventura linear para um ambiente mais amplo e livre para explorar lá pelo final de 2007.

Logo ficou claro que seria impossível lançar um jogo de qualidade ao lado do lançamento do filme, marcado para julho de 2008 e o título foi adiado para dezembro.

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Até então, o game não tinha sido anunciado oficialmente. A existência do projeto só foi conhecida pouco depois da estreia do filme, já que o ator Gary Oldman deixou escapar que tinha gravado vozes para o jogo, reprisando o papel de Comissário Gordon.

O desenvolvimento seguia cheio de problemas e a Electronic Arts acabou decidindo cancelar o game em outubro de 2008, mesmo depois de investir US$ 100 milhões de dólares na produção.

Dois meses depois o estúdio da Pandemic na Austrália fechou. Muitos funcionários mudaram para o escritório em Los Angeles, enquanto outros não toparam ir para lá.

Enquanto isso, outro projeto envolvendo o Batman já estava em desenvolvimento: "Arkham Asylum", pelo desconhecido estúdio Rocksteady, também para PS3 e X360.

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Em vez de usar a licença do filme, "Arkham Asylum" conseguiu os direitos do Batman direto com a Warner. Era uma licença à própria franquia Batman, sem a possibilidade de usar as aparências de atores do filme, mas com pleno acesso a todo o elenco de heróis, vilões e bugigangas do personagem.

Livre da pressão de atender à data de lançamento de um filme ou outro produto de apelo amplo, a Rocksteady teve tempo para trabalhar em uma obra original que surpreendeu a todos e é considerada por muitas pessoas até hoje como o melhor jogo já feito do sombrio herói da DC.

"Arkham Asylum" fez tanto sucesso que rendeu duas sequências e um prelúdio, além de outros spin-offs, como gibis, remasterizações, games para celular, desenhos animados e brinquedos.

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Fonte: Jogos/Uol

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18 Set, 2017 - 09:03

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