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Análise de de Tribo Gamer

There is No Light

A história de There is no Light gira em torno do protagonista trazer seu filho de volta, que foi levado por soldados da grande Mão, o ser divino que comando a nova sociedade, formada depois de uma catástrofe global que assolou a superfície da terra. Após essa catástrofe o restante da civilização humana construiu essa nova sociedade, localizada nas ruínas do subterrâneo. Eles se esqueceram da luz solar e agora seguem e adoram cegamente esse Novo Deus: a Grande Mão.

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A Grande Mão frequentemente leva crianças à superfície, para supostamente serem preparadas e lutar contra o mal que domina o planeta, uma vez que a humanidade foi obrigada a viver no subsolo sem qualquer contato com a superfície.



Suas tentativas de resgatar seu filho falham e você meio que morre e é resgatado por um ser misterioso, ele te ressuscita e treina para combater esse novo Deus, e assim se inicia nossa jornada em There is No Light.

O jogo é muito sobre exploração, não há um mapa para seguir, mas a progressão e exploração dos cenários no jogo é orgânica. Há vários locais para explorar no subterrâneo, frequentemente você vai se sentir perdido, o que na maioria das vezes é benéfico, posso dizer que There is no Light, pelo menos na exploração, se parece com Elden Ring, há um objetivo principal a ser completado, mas não há um caminho certo para chegar até ele. Há várias escolhas de caminhos a seguir no jogo.

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Há várias missões secundárias, como encontrar um filho de uma sobrevivente, achar um mapa para ajudar viajantes perdidos ou pegar um pedaço de monstro para um NPC. Não são obrigatórias, mas são interessantes, por exemplo ao ajudar o grupo de viajantes perdidos eu os encontrei em um ponto mais avançado do jogo, o que me fez questionar ‘e se eu não tivesse encontrado esse mapa, será que os encontraria nesse local?’.

Quando você aceita uma missão secundária nada fica registrado, não há um menu de missões ou ícones para indicar o local da missão ou NPC, o máximo é que você verá, vão ser balões de falas com cores diferentes, certamente para indicar que é um diálogo importante, então você deve se lembrar do que fazer onde e o que pegar, e o mais importante em que local e para qual NPC você deve devolver o item coletado. O jogo não pega em sua mão em momento algum.

O tutorial é bem simples, há apenas um ataque, uma esquiva e um ataque especial ou carregado gerado pela barra de fúria. Ao derrotar os inimigos você vai meio que acumulando essência de morte que são transformadas em pontos para serem gastos na árvore de habilidades para as armas disponíveis. Então fugir das batalhas não é muito sábio, até porquê ao derrotar os inimigos e limpar uma área, eles não voltam mais. Não há um sistema sousl de perda de alma ou de descanso que faz reaparecer todos os inimigos do cenário novamente. Isso por um lado é bom, mas por outro é ruim, ao voltar em determinados lugares eles se transformam em grandes espaços vazios.

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Há algumas armas diferentes no jogo, por exemplo luvas de guerreiro, um escudo e uma espada grande, cada novo equipamento tem habilidades únicas e podem ser melhoradas. No meu caso, por exemplo só liberei a segunda arma, as luvas depois de 7h de jogo! No entanto, esse tempo pode ser maior ou menor, a depender de como você explora o jogo.

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A variedade de inimigos não é muito grande, quando você masterizar as habilidades o combate vai se transformar em algo bem simples, A esquiva vai ser sua principal aliada no jogo, esquivar é essencial, cada ataque tira um ponto da sua barra de vida e se morrer às vezes você renasce logo antes da sua morte ou em outros casos no último ponto de controle. Os locais de salvamento estão localizados em locais bem estratégicos, além disso há portais que servem como pontos de viagem rápida para locais um pouco mais afastados.

Nos locais de ponto de controle é possível também gastar seus pontos de habilidade para melhorar os atributos de suas armas, desbloqueando novas habilidades passivas ou ativas.

Quanto a dificuldade do jogo há dois modos o Guerreiro, que é o modo normal além do modo Fácil, há como alternar entre os níveis de dificuldade a qualquer momento durante a gameplay. Para quem deseja uma dificuldade maior, o modo Normal está bem difícil, em alguns casos souls like, quanto que no modo fácil, ainda continua com uma batalha complicada, mas não tão apelona, nesse modo se você morrer diversas vezes seguidas você ganha poções de vida quando renascer. Assim, ambas as dificuldades tornam o jogo bem inclusivo, para jogadores mais hardcore ou mais casuais.

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Há vários chefes no jogo, todos obrigatórios para liberar área seguinte, portanto, você precisa derrotá-los, eles têm uma dificuldade balanceada e possuem poucas variações de golpes, mas cada batalha é muito épica, por conta principalmente da trilha sonora.

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O jogo tem um sistema de carma em sua narrativa não linear, esse sistema ajuda a construir uma história ramificada com escolhas significativas que vão impactar no mundo de acordo com as decisões que você faz, ou seja se você é bonzinho ou malvado pode liberar algumas opções de diálogos extras.

Eu pessoalmente não senti muito a aplicação desse sistema de escolhas e consequências, pode ter sido por conta do meu estilo de gameplay, que apenas explorei e sai derrotando todos os inimigos pelo caminho, fiz poucas missões secundárias.

Como esse jogo conta com um sistema de não linearidade a gameplay, os locais que são descobertos primeiro ou a ordem dos bosses a serem derrotados, é muito variado de acordo com cada jogador. Além disso, cada área tem vários itens colecionáveis que podem ser vendidos, pedaços de cartas que contam um pouco mais da vida dos moradores do subsolo e ajuda a entender melhor o jogo, há poções de cura e itens que servem para aumentar a quantidade de pontos de habilidade.

Se por um lado There is no Ligth brilha em seu combate frenético, trilha sonora, ambientação macabra e história densa e misterioso, não tem como deixar passar batido o seu principal ponto negativo, a movimentação do personagem.

No jogo podemos andar e realizar um 'impulso' para frente, esse impulso você vai usar MUITO durante a exploração do jogo, já que há diversas plataformas nos cenários e para alcançá-las é preciso utilizar essa habilidade. Muitas vezes você vai morrer ao tentar pular entre essas plataformas, devido a imprecisão do sistema de movimentação do personagem, no meu caso morri mais para as plataformas do que para os inimigos em si. Por outro lado, se durante a exploração o sistema de impulso pode ser seu principal desafio, durante as batalhas essa vai ser a habilidade que você vai usar com mais frequência.

There is no ligth está totalmente localizado em português, disponível para PC, XBOX, Playstation e Nintendo Switch.

Prós

  1. História
  2. Ambientação
  3. Gameplay


Contras

  1. Pouca variedade de inimigos


Análise por: Tulio Santos

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20 Set, 2022 - 11:55

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