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Análise de The Medium de Tribo Gamer

The Medium: A Microsoft começa o ano com o pé direito

The Medium é um jogo desenvolvido pela Bloober Team e publicado pela Microsoft. O game segue a linha de raciocínio da companhia polonesa, as quais trabalharam em Layers of Fear e Bruxa de Blair. Esse é um jogo de Survival Horror que faz referência aos clássicos do gênero, mas traz novidades empolgantes. Vale destacar que o game terá versões para Xbox Series e PC, ou seja, puderam ousar um pouco mais na ideia de jogo, sem limitações da geração passada.

Dividido entre dois mundos

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Esse talvez seja o grande charme do jogo e com razão. The Medium, basicamente, conta a história de Marianne, que precisa desvendar umas coisas que a incomodam desde sempre. A garota é uma órfã com uma mediunidade aflorada, assim sendo, ela consegue explorar um universo que um humano comum não pode. Pois bem, ao longo da jornada, Marianne precisa utilizar de seus poderes sobrenaturais para acessar locais, desvendar mistérios e resolver puzzles. Acontece que nesses momentos, seu Eu da vida real continua ali, ajudando e buscando maneiras de atravessar locais.

O jogo fica, em boa parte, num split screen. Ali acontecem simultaneamente quebra-cabeças e interações em ambos os universos. Por isso, o jogador precisará prestar bastante atenção em qual momento precisa interagir com o real ou o espiritual.

The Medium mergulha fundo na espiritualidade

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Desde já uma coisa precisa ficar clara – o jogo não quer impor qualquer ideia religiosa. Porém, não tem como não pensarmos profundamente na espiritualidade. O que faz Marianne transitar? Como ela imagina um mundo espiritual? Como o jogo te propõe isso?

Essas ideias são desenvolvidas ao longo da narrativa e certamente te deixarão muito curioso.

Marianne, inegavelmente, tem momentos de se encontrar com seu eu espiritual. Assim sendo, ela consegue, através de espelhos, estar totalmente dentro do "mundo zoado" (Como alguns dizem no jogo). E assim, você conhecerá um universo assustador, ao mesmo tempo que encantador. Vale destacar que o mundo espiritual é baseado nas obras de um pintor Polonês Zdzislaw Beksinski. O pintor tem um quê de Surrealismo, o que esteticamente e conceitualmente é perfeito para o jogo.

The Medium não te faz combater, por isso é assustador

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Nos survival horrors clássicos, você sentia medo, mas sabia que uma shotgun poderia resolver o assunto. Em The Medium, assim como nos games da Bloober, você está por si próprio. Seus poderes sobrenaturais não ajudam a destruir inimigos, mas sim para escapar e resolver enigmas.

Durante o jogo você encontra um monstro estranho, o qual não sabemos o porquê dele estar ali, mas em momentos tensos ele te persegue. Assim sendo você terá que usar do stealth e da agilidade para não ser pego pelo algoz. Dessa maneira ficamos tensos o jogo todo, com aquele sentimento de "ele não pode saber que estou aqui", ou de "não posso me mexer". Isso faz toda a diferença na hora de entender o sentido da narrativa e da jogabilidade.

O gameplay de The Medium é muito bem executado

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A Bloober Team já trouxe experiências espetaculares para nós. Mas com The Medium eles subiram um degrau importantíssimo na indústria. Além de buscarem uma performance alta, integraram uma narrativa e gameplay, misturando duas realidades que convergem em algo muito bem trabalhado.

Como dissemos, em The Medium, Marianne não tem armas. Porém, no mundo paralelo, ela consegue utilizar poderes que podem formar escudos, ultrapassar passagens não possíveis no mundo real e uma descarga elétrica capaz de ligar dispositivos. Assim sendo, a garota precisa resolver quebra-cabeças para avançar no jogo, ao passo que vai descobrindo mistérios que, definitivamente, são surpreendentes.

O jogo te dá 3 possibilidades. Você joga no mundo real, no mundo real e espiritual simultaneamente, e apenas no mundo espiritual. Nessas três ocasiões, impostas pelo jogo, você tem ideias muito interessantes de Level Design. Há inimigos bem "estranhos" que te oferecem apenas uma opção de enfrentamento: esconda-se. O stealth acontece em momentos chave, principalmente para fugir do perseguidor, The Maw.

The Medium não escapou de problemas graves

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The Medium era pra ser um jogo impecável e só não o é, por dois erros tensos. Ambos foram erros de progressão, ou seja, o jogador não pode seguir em frente na história. Esse é um dos erros mais graves no gameplay. Um dos erros foi um bug que tive ao tentar resolver um quebra-cabeça, os objetos ficaram sem interação, portanto não consegui avançar. O outro, até mais grave, foi do próprio erro de continuidade do jogo, onde eu mesmo consegui quebrar o puzzle, me deixando preso num local.

Alguns problemas de otimização, que deverão ser corrigidos no patch de day one, acontecem em momentos pontuais.

Vale destacar que o game não tem dublagem em PT-BR, apenas legendas.

A Narrativa é o ponto alto do jogo

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Em The Medium, você é jogado dentro de uma trama que entendemos pouco. A construção da história se faz durante o jogo e com cartas deixadas por habitantes de um antigo resort, Niwa, o qual você está explorando.

Marianne recebe uma ligação misteriosa e um pedido de ajuda e parte nessa aventura estranha e sobrenatural. Ela parte para um resort abandonado e ali começa toda a jornada. A médium sente fortes influências espirituais e isso a faz investigar buscar os sintomas. A narrativa, obviamente, vai sendo construída, mas você além de descobrir o mistério do resort, começa a descobrir algo sobre sua própria vida e isso faz toda a diferença.

Concluindo

The Medium, sem dúvida, o melhor jogo da Bloober Team. Os erros foram graves, isso não tem como escapar, mas de um modo geral foi uma experiência extremamente positiva. Gameplay e Level design de alta qualidade, história bem feita, personagens interessantes fazem desse um jogo indispensável.

PONTOS POSITIVOS

  1. História excelente
  2. Game design e estética fantásticos


PONTOS NEGATIVOS

  1. Problemas de progressão
  2. Problemas de performance


Fonte: Comboinfinito

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27 Jan, 2021 - 14:33

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