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8.0
Análise de A Plague Tale: Innocence de Tribo Gamer

Ajudamos uma jovem e o seu irmão a fugirem de ratos demoníacos e da Inquisição.

O Asobo Studio tem sido um estúdio modesto até este ponto, responsável por alguns jogos licenciados de qualidade mediana, mas a sua ambição para este A Plague Tale: Innocence é louvável, um projeto com o qual o estúdio pretende claramente deixar marca e fazer nome próprio na indústria. Trata-se de um jogo linear, passado na França Medieval, que mistura terror, ação furtiva, e puzzles, numa experiência que vive sobretudo da narrativa.

O jogo arranca de forma tranquila, introduzindo os controles básicos enquanto passamos também a conhecer a protagonista, Amicia, o seu pai, e o seu cão. Sem entrarmos em pormenores, eventos pouco depois disso obrigam Amicia a fugir com o seu irmão mais novo, Hugo, e ambos passam a ser caçados pela Inquisição. Como se isso não bastasse, Paris está a braços com uma terrível praga, causada por violentos ratos pretos de olhos vermelhos. E quando dizemos ratos, estamos a falar de milhares.

A estrutura narrativa tem um ritmo excelente, que se mantém ao longo de toda a aventura, e que serve como principal fio condutor através da dezena de horas que vão precisar para terminar o jogo. Neste primeiro ato, a jogabilidade em si é simples, envolvendo pequenos segmentos de ação furtiva. Amicia está equipada com uma fisga, que lhe permite partir certos objetos, mas também pode atirar pedras e vasos para atrair inimigos. Amicia não é uma assassina, é uma adolescente, e como tal, não vai matar os soldados com ataques furtivos. Isso significa que terão sobretudo de desviar a sua atenção para progredirem.

Nestes momentos vão também estar com o seu irmão mais novo, que anda sempre de mão dada a Amicia. Podem lhe pedir para esperar num sítio, mas se Hugo deixar de ver a irmã durante muito tempo, vai entrar em pânico e chamar o seu nome, o que pode alertar os guardas. Hugo é totalmente controlado pela inteligência artificial, mas nunca nos atrapalhou, e até ajuda a resolver algumas situações, já que só ele podem passar por buracos pequenos.

Neste primeiro ato, a jogabilidade é sobretudo funcional. Nada de especial ou memorável, mas suficientemente boa para não estorvar o progresso da história ou distrair o jogador. Com o avançar do tempo, contudo, melhora.

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O grosso da jogabilidade se divide sobretudo em dois pilares - a ação furtiva, e os puzzles para evitarem ratos. Estes ratos aparentemente demoníacos surgem às centenas, preenchendo os caminhos de forma feroz, e implicam morte certa se apanharem Amicia ou qualquer outra personagem. Felizmente, estes ratos temem luz, e isso significa que em várias secções terão de descobrir o que será necessário fazer para avançarem através destes autênticos mares de ratos.

Amicia vai eventualmente conhecer um jovem alquimista, que lhe ensina a fabricar vários elixires que pode atirar com a fisga. Estes elixires permitem acender ou apagar fogueiras, criar cheiros que atraem ratos, e derreter os capacetes dos soldados, entre outras funções, e tudo será necessário para avançarem através de capítulos progressivamente mais desafiantes. Por exemplo, os soldados também usam tochas para afastarem os ratos, mas uma fisgada certeira com o elixir certo pode extinguir a tocha dos inimigos, possibilitando a aproximação dos ratos. É uma espécie de dois-em-em, já que vão eliminar o guarda (de forma muito cruel, diga-se), e manter os ratos ocupados.

Existem algumas secções muito interessantes, e o jogo consegue apresentar sempre algo novo em cada capítulo, não só a nível de jogabilidade, mas também de história. Vão conhecer mais algumas personagens durante a aventura, todas elas dotadas de boa escrita e boas interpretações dos atores. Esses são os pontos mais fortes de A Plague Tale: Innocence - a história e as personagens - , ainda que a jogabilidade também melhore com o avançar das horas.

A Plague Tale: Innocence é também um jogo com boa qualidade de produção. O grafismo é bom, e serve para criar uma atmosfera altamente sombria. Não vão encontrar um jogo suave, pelo contrário, esperem alguns momentos verdadeiramente macabros, incluindo passar por cima de um mar de cadáveres altamente detalhados. A banda sonora cumpre também bastante bem o seu papel, reforçando as emoções que a história ou a secção de jogabilidade pretendem passar naquele momento.

Desde cedo que ficamos curiosos com A Plague Tale: Innocence, e foi bom perceber que o estúdio e o jogo não desiludiram. É um jogo com muitos elementos de qualidade, sobretudo a nível de argumento, história, e interpretações, e a isso podem aliar uma jogabilidade com alguns elementos originais, que consegue se manter interessante e relevante sem prejudicar o ritmo narrativo. Não existe muito valor de repetição, e certos detalhes ao nível de animações e inteligência artificial podiam ser melhores, mas é um jogo que podemos recomendar sem qualquer tipo de reserva, sobretudo se o encontrarem em promoção.

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Prós

  1. Excelente atmosfera.
  2. História interessante que se desenrola com um bom ritmo.
  3. Personagens cativantes.
  4. Jogabilidade melhora ao longo do jogo.


Contras

  1. Inteligência artificial é fraca e nem sempre tem comportamentos coerentes.
  2. Algumas animações e pormenores menos conseguidos.


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Fonte: Gamereactor

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14 Mai, 2019 - 17:55

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