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7.0
Análise de ONE PIECE World Seeker de Tribo Gamer

Um dos jogos mais ambiciosos de One Piece, com mundo aberto e protagonismo entregue a Luffy.

São poucos os jogos baseados em animação japonesa que realmente conseguem fazer justiça ao material de origem. Dragon Ball já teve alguns bons jogos, a saga Ultimate Ninja Storm é um mimo para fãs de Naruto, mas pouco mais que isso. One Piece, por exemplo, já teve uma série de jogos, mas nenhum que tenha chegado aos patamares de um Naruto: Ultimate Ninja Storm ou Dragon Ball FighterZ. Havia esperança que este World Seeker pudesse ser esse jogo para One Piece, sobretudo porque tenta fazer algo diferente dos outros jogos. A boa notícia é que, em certos momentos, quase chega lá. A má notícia é que, embora ambicioso, World Seeker não consegue chegar a um patamar elevado de qualidade.

O nosso primeiro contacto com o jogo foi muito positivo. A ideia de passar One Piece para um formato em mundo aberto, foi corajosa, mas é uma estrutura que encaixa bem no universo da saga. Desta feita, vão explorar a nova Ilha Prisão, que tem também personagens únicas, controlando precisamente o protagonista da série, Luffy. Para explorar livremente a ilha, Luffy teve de deixar para trás a sua tripulação, que neste jogo ocupa um papel secundário. Alguns fãs não vão apreciar essa imposição, já que alguns certamente prefeririam controlar outras personagens, além de Luffy, mas o estúdio optou por se focar inteiramente no protagonista.

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A Ilha Prisão é um local interessante, com várias aldeias, portos, bases, praias, montanhas, minas, e outras área para explorarem. Tudo facilmente acessível graças à fantástica elasticidade de Luffy, fantástica para navegar este mundo. Não é um mapa muito grande, mas tem verticalidade e está compacto. Não existem veículos ou meios de transporte, mas Luffy desloca-se pelo mapa a grande velocidade, e têm a opção para viajarem para locais que já visitaram. Se fizerem isso, contudo, estarão a ignorar uma série de tesouros e materiais que podem ser úteis.

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Embora o mundo ofereça uma boa dose de variedade, o mesmo não pode ser dito em termos de personagens e inimigos. Seja a passear pelas ruas, ou em combates, vão ver os mesmos modelos repetidos vezes sem conta, o que retira potencial profundidade ao combate. Outro problema é que, ainda que o mundo seja divertido de explorar, as missões são bem menos impressionantes. A história segue uma estrutura muito linear, e embora existam missões secundárias, não são inventivas ou surpreendentes.

Embora não sejam interessantes, estas missões e objetivos secundários são importantes para evoluir Luffy, que tem acesso a uma estrutura de habilidades desbloqueáveis típicas para um jogo do gênero. Se jogarem a um ritmo normal, é provável que encham rapidamente a árvore de habilidades, o que pode ser negativo. Se já estão na capacidade máxima, perde-se a motivação para continuar a combater. Pensamos que o sistema está algo desequilibrado, além de ser também curto.

Podemos pelo menos elogiar a história, que nos agarrou de princípio ao fim enquanto fãs da série. Ao longo da narrativa vão interagir com várias caras conhecidas, mas também com algumas personagens inéditas, como a nova companheira, Jeane. É uma pena que nem todos os diálogos tenham voz, porque os poucos que têm, mostram um bom trabalho por parte dos atores.

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História e exploração são uma componente importante de One Piece: World Seeker, mas o combate também o é, e este acaba por ser o ponto mais desapontante do jogo. Além de não ser um sistema particularmente interessante, acaba por se tornar repetitivo, algo que é acentuado pela escassa variedade de inimigos que já referimos. Ataques, combos, bloqueios, e desvios. É uma fórmula típica, igual a tantos outros jogos, que não tem profundidade ou perícia a nível dos controles.

Outro grande problema de One Piece: World Seeker envolve os tempos de loading, que surgem sempre que o jogador morre. Num PS4 normal, estes loadings podem variar entre os 30 e os 45 segundos, o que é um exagero. Se estiverem a encontrar problemas num boss, que obrigue a recomeçar o jogo várias vezes seguidas, torna-se extremamente frustrante.

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Para não terminarmos a análise com uma nota negativa, deixem-nos falar do grafismo e do som. Visualmente, World Seeker é bastante apelativo, apresentando um mundo cheio de cor, e um estilo fiel ao que a série de animação nos habituou. As feições das personagens, e as animações no geral, são altamente exageradas ao ponto de serem hilariantes, como se quer num jogo baseado em One Piece. A banda sonora não é tão impressionante, mas cumpre o seu papel. Encontrámos alguns problemas de fluidez, mas nada significativo.

One Piece: World Seeker é um jogo competente. Não tem qualidade para fazer frente a outros jogos em mundo aberto, mas para fãs da série, tem suficientes pontos positivos para se tornar interessante. É uma pena que se fique por aqui, porque parece-nos que este World Seeker tinha potencial para ser bem melhor. Ainda assim, este será o caminho a percorrer para jogos baseados em One Piece... desde que a execução consiga acompanhar a ambição do estúdio.

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Prós

  1. A Ilha Prisão e os seus cenários variados.
  2. Design fiel das personagens.
  3. Liberdade de exploração.


Contras

  1. Sistema de combate não cumpre o seu potencial.
  2. Pouca variedade de inimigos e golpes.
  3. Sistema de progresso desequilibrado.

Fonte: Gamereactor

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24 Mar, 2019 - 20:54

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