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Análise de Dead or Alive 6 de Tribo Gamer

Dead or Alive regressa ao ringue, mas será suficientemente forte para aguentar a concorrência?

Dead or Alive chegou a ser uma das nossas séries favoritas de luta, mas os últimos anos não foram simpáticos para a saga. Os últimos jogos começaram a deixar passar sinais de envelhecimento, de um jogo e de uma estrutura que estava a ficar para trás em comparação com outros jogos do gênero. Dead or Alive 6 tentou algo diferente, e acrescenta de fato algumas novidades em relação à série, mas comparando com outros jogos do gênero, continua a parecer antiquado.

Estamos a falar de concorrentes como Tekken 7, Street Fighter V, Mortal Kombat X, Injustice 2, e Soul Calibur VI, jogos que são, em vários aspectos, superiores a Dead or Alive 6. Por exemplo, uma das novidades de Dead or Alive 6 é dano visível nas personagens ao longo do combate, e golpes em câmara lenta com ângulos aproximados, mas nada disso é novo no gênero, e a maioria dos jogos que referimos fazem isso e melhor.

Outra novidade é a possibilidade dos jogadores personalizarem as personagens, com novos cabelos e acessórios, mas também aqui, a concorrência apresenta variantes superiores. Além disso, Dead or Alive tem outro fator, que está na forma como apresenta as suas lutadoras femininas, sexualizando-as como vimos poucos jogos fazerem. Introduzir opções para as vestir como barbies não veio ajudar a essa ideia.

Como se trata de Dead or Alive, é preciso falar dos peitos das personagens femininas, porque a própria produtora fez questão de o fazer. Segundo a Team Ninja, a física dos peitos foi reduzida em Dead or Alive 6, e os seus trajes são menos sexualizados. Isso talvez seja verdade, mas não de forma muito relevante, porque os peitos continuam a ter vida própria, e alguns fatos deixam muito pouco à imaginação. Se esta sexualização vos incomodou no passado, vai continuar a fazê-lo em Dead or Alive 6, apesar da "suavização".

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Um dos objetivos da Team Ninja para Dead or Alive 6 era tornar o jogo mais acessível aos novatos, e na nossa opinião, o conseguiu. Dead or Alive nunca foi uma série muito exigente, menos técnica que outros jogos de luta, mas se mesmo assim precisarem de ajuda, vão encontrar um auxílio bastante eficaz por parte do jogo. Não só existe um bom modo de treino, como por vezes surgem sugestões do que querem treinar, e até podem interromper o jogo para treinarem essa sugestão, antes de regressarem ao jogo.

No modo a solo vão essencialmente encontrar dois modos de jogo: História e Quest. A história em si é completamente absurda, intercalando combates com alguns diálogos a roçar o infantil, sem qualquer nexo ou lógica. Os jogos de luta não são conhecidos por terem as melhores histórias da indústria, mas alguns dos concorrentes já nos mostraram que é possível fazer muito melhor neste departamento.

Felizmente, o modo Quest é bem superior e mais interessante. Para progredirem não podem simplesmente vencer uma partida de forma regular, têm de o fazer cumprindo certos requisitos. Estes desafios podem envolver lançar o adversário ao ar e causar determinado número de dano, atacar oponentes enquanto entram e saem da arena, ou derrotar o adversário simplesmente usando golpes específicos. Algumas destas 'missões' podem ser bastante desafiantes, e foi interessante tentar ultrapassar os obstáculos propostos pela Team Ninja. Soul Calibur VI tinha ideias semelhantes, mas neste campo, Dead or Alive 6 leva a melhor.

Uma das particularidades do sistema de Dead or Alive é o contra-ataque, atribuído a um único botão. É uma mecânica fácil de usar, que permite lidar com quem metralha botões à toa, e até com quem contra-ataca com excessiva regularidade. Aliás, a jogabilidade no geral continua a ser divertida, tanto a solo, como contra outros jogadores. Também reparamos que é agora mais fácil 'fugir' do ecrã para evitar ataques adversários, o que em conjunto com o contra-ataque, aumenta as opções defensivas em relação a outros jogos do gênero.

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Dead or Alive 6 é também um jogo que aposta forte em "juggles", o que pode ser traduzido para malabarismo. É um termo usado em jogos de luta, que envolve atirar o oponente para o ar, desencadeando uma combinação de golpes que o mantêm no ar, normalmente de forma indefesa. Conseguir um juggle em Dead or Alive 6 nos pareceu fácil, talvez até excessivamente. Se executar um juggle pod ser divertido para quem o está a fazer, para quem está do outro lado pode ser excessivamente frustrante, já que não é possível responder ou reagir.

Se Dead or Alive 6 é divertido, não conseguimos afastar a sensação de que ainda estamos a jogar Dead or Alive 3, embora com grafismo superior e mais algumas mecânicas de pouca relevância. O gênero de luta evoluiu bastante nos últimos anos, e se Dead or Alive quer permanecer relevante, é fundamental que no próximo jogo procurem mudar a fórmula. A isto é preciso acrescentar o lado técnico. Dead or Alive chegou a ser o jogo de luta mais bonito do mercado, mas neste momento é o inverso da medalha. Visualmente, Dead or Alive 6 está vários furos abaixo da concorrência, e o aspecto sonoro não é melhor.

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Numa nota mais positiva, o leque de lutadores é variado, e continua a incluir algumas das nossas personagens favoritas, como Kasumi e Ryu Hayabusa. Os novatos, Nico e Diego, são ambos bastante divertidos, e entre os 24 lutadores, é quase certo que vão encontrar alguns do vosso agrado. Nota, contudo, para o exagero tremendo que é o season pass, de € 89.99, e que só inclui dois lutadores extra - entre mais de 60 fatos.

Soube bem regressar a Dead or Alive. Continua a ser um jogo divertido e com uma dose sólida de conteúdo, e se são fãs genuínos da série, Dead or Alive 6 tem argumentos suficientes para vos convencer a nova rodada de combates. Não o podemos, contudo, recomendar a outros jogadores, ou pelo menos, não em detrimento de outros jogos de luta, porque existem várias alternativas superiores no mercado.

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Prós

  1. Sistema de combate divertido.
  2. Jogabilidade intuitiva.
  3. Modo treino eficaz.
  4. Quests oferecem um desafio engraçado.


Contras

  1. Vozes medíocres.
  2. Poucas mudanças.
  3. Tecnicamente inferior à concorrência.
  4. Passe de € 89.99 é absurdo.

Fonte: Gamereactor

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11 Mar, 2019 - 14:36

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