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6.0
Análise de God Eater 3 de Tribo Gamer

Um jogo com vários elementos, que de certa forma se canibalizam uns aos outros.

A terminologia de God Eater 3 está num mundo só seu, e tentar explicar o jogo usando as nossas próprias palavras não é muito mais fácil, mas vamos tentar. A série conta a história de um conflito entre a raça humana e uma forma de vida biologicamente superior. Células que agem de forma independente e que conseguem decompor tudo no que tocam, invadiram a Terra e libertaram cinzas venenosa, que agora cobrem um mundo moribundo.

Estas células também podem juntar forças para criarem enormes criaturas monstruosas, que são essencialmente os inimigos do jogador. Para conseguir combater esta ameaça, um grupo de humanos teve de se submeter a uma série de experiências e mutações, formando as forças especiais de AGE (Adaptive God Eaters). O jogador vai precisamente controlar um dos agentes desse grupo.

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Dentro desse contexto, God Eater 3 funciona muito como qualquer outro jogo do herói pre-destinado, já que não vão encarnar um membro qualquer de AGE, mas o melhor da sua espécie. Não é uma história original, mas parece interessante o suficiente para ser explorada mais a fundo - algo que o jogo recusa fazer, apresentado pequenos excertos de história ao longo de 25 a 30 horas de jogabilidade.

Existe um contraste gritante entre o contexto narrativo de God Eater 3 e a jogabilidade em si, sobretudo devido a um design arcaico das missões, a lembrar os primeiros Monster Hunter. A história em si desenvolve-se através de missões de caça posicionadas de forma aleatória, obrigando o jogador a passar por vários contratos sem nexo para chegar aos momentos de história. É uma pena que a Bandai Namco tenha optado por uma abordagem tão desligada do seu próprio contexto narrativo, porque poderia ter sido uma das suas maiores forças.

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A nível de estrutura de jogo, não é muito melhor, porque na maior parte do tempo vão enfrentar criaturas designadas de forma aleatória num dos 10 mapas do jogo. Cada missão inclui um cronômetro, algumas áreas com recursos para recolherem, e um número de recompensas definas à partida. Com esses recursos e recompensas podem usar um sistema de crafting para reforçarem o nosso arsenal.

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Cada uma das criaturas de God Eater 3 tem o seu próprio padrão de movimentos e ataques, e cada batalha inclui diferentes fases. À medida que danificam certas membros da criatura, a sua postura tem de mudar, e a do jogador também. Não é nada de realmente novo, se jogaram God Eater 2 em 2016, já que pouco foi feito por parte da Bandai Namco para melhorar ou mudar a experiência de jogo. Existem novos tipos de armas (lâminas duplas e um laser), e alguns sistemas novos para acrescentar benefícios às armas e ao grupo, mas pouco mais que isso. God Eater 3 acaba por oferecer maior profundidade e variedade por causa disso, mas não o suficiente para marcar uma diferença significativa. Quanto ao sistema de crafting, acaba por ser completamente desperdiçado. Podem dividir as armas através de vários elementos, mas de forma geral, acaba por não fazer muito diferença em termos de escolhas.

A nível técnico, God Eater 3 não apresentou problemas de fluidez a correr no PS4 Pro (onde o testamos), e a localização para inglês nos pareceu positiva, apesar de também existir a opção para jogar com o idioma japonês. Infelizmente, o protagonista segue a linha dos heróis silenciosos, não se prenunciado durante sequências de história, embora não tenha problemas em berrar no campo de batalha. A ação em si é reforçada por uma banda sonora bastante competente, capaz de transmitir o estado de espírito necessário para combater uma criatura monstruosa. Menos competente é a interface e os menus, bastante arcaicos e com valores de produção reduzidos.

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God Eater foi uma das poucas séries que, apesar de ter copiado Monster Hunter, conseguiu apresentar uma identidade suficientemente própria para ser tornar numa alternativa viável, ou pelo menos era assim em 2016. Com um novo capítulo que apresenta poucas melhorias, que teima em não explorar alguns dos seus pontos mais fortes, e que fica muito aquém do excelente Monster Hunter: World, God Eater 3 acaba por ser um jogo perfeitamente dispensável, excepto por grandes fãs da série.

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Prós

  1. Algumas inovações acrescentam variedade e profundidade.
  2. História tem alguns bons momentos.


Contras

  1. Menus e sistema de inventário confuso e datado.
  2. Poucos mapas e design linear.
  3. Design das missões contrasta com a história.
  4. Sistema de crafting confuso.

Fonte: Gamereactor

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16 Fev, 2019 - 15:51

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