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Análise de Crackdown 3 de Tribo Gamer

Os nossos receios confirmaram-se.

Inicialmente revelado em 2014, este exclusivo Microsoft prometeu aproveitar o poder de computação da Cloud do Xbox One como nenhum outro jogo, uma função muito promovida pela Microsoft, mas raramente utilizada. Esse processamento extra seria usado para criar um mundo totalmente destrutível, que não se concretizou, ou pelo menos, não na campanha - existe no multiplayer, mas de forma bem mais comedida do que originalmente prometido. Segue-se um período de desenvolvimento complicado, a introdução de Terry Crews como a face do jogo, e a chamada da Sumo Digital para tratar da campanha. O resultado está aqui, um jogo que chega a Windows 10 e Xbox One, diretamente para o Game Pass, e que está longe de impressionar.

O jogo e a narrativa serão muito familiares a quem jogou os dois capítulos anteriores. Vão assumir a pele de um agente especial com grandes capacidades sobre-humanas, e que tem como objetivo derrubar uma corporação maléfica chamada Terra Nova. Quando o jogo arranca, o nosso agente, e todos os outros, foram aniquilados por este grupo, mas agora, reconstruídos, cabe ao jogador procurar vingança com o apoio da lei, libertando a cidade de New Providence no processo. A história tem alguns momentos divertidos, mas no geral, é fraca. O fato de ser apresentada com imagens de arte paradas, e apenas alguns momentos cinemáticos, também não ajudou na imersão do jogador.

Ao todo são nove os criminosos que têm de derrubar, e para isso terão de os atrair causando grande destruição nas suas operações. Isto envolve derrubar uma série de bases e postos inimigos, o que se tornou francamente cansativo em pouco tempo. Jogamos a campanha na dificuldade média, que na verdade nos pareceu bastante fácil. Conseguimos despachar áreas com facilidade, onde supostamente só tínhamos 30% de hipótese de vitória. Isso se deve às capacidade que vão desenvolvendo enquanto agentes especiais, e perseguir essas evoluções torna-se no principal atrativo da campanha. Melhorar a força, a agilidade, e o armamento do agente, acaba por transformar a personagem numa espécie de super-herói, mas isso também acabou por tornar o jogo bastante fácil. O sistema de progressão está devidamente equilibrado, e não precisamos de muito tempo para começarmos a dar saltos triplos, a esmagar os inimigos com choques contra o solo, ou a descarregar um mar aparentemente interminável de munições e granadas.

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Crackdown 3 não faz muitas mudanças ou inovações à fórmula original, mas uma novidade bem vinda é a introdução de 21 agentes desbloqueáveis, cada um com o seu próprio passado e características. Para desbloquearem agentes devem encontrar traços do seu DNA, espalhados pelo mapa. É um bom incentivo à exploração, tal como o são as esferas de agilidade, algo que já é uma marca icônica da série desde o primeiro jogo. Em pontos específicos do mapa podem trocar de agente, e as habilidades que desbloquearam passam de um para o outro. Como cada um tem diferentes benefícios de experiência (uns sobem mais rápido condução, outros agilidade, por exemplo), convém mudar de agente para irem trabalhando áreas que possam estar a ficar para trás.

Em New Providence vão encontrar outras distrações, como torres gigantes de propaganda que podem escalar e desligar, corridas de carro ou a pé (normalmente envolvem saltar por vários prédios), e prisioneiros para resgatarem. Depois existem centenas de esferas para recolherem, que contribuem para a evolução da personagem. Continua a ser divertido caçar estas esferas, algumas escondidas e outras em locais de difícil acesso. O jogo é bastante solto nesse sentido, permitindo que o jogador aborde cada objetivo pela ordem que bem lhe apetecer.

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Crackdown 3 tem vários problemas, incluindo a nível visual. É obviamente mais bonito que os dois jogos de Xbox 360, e retém o mesmo estilo colorido a lembrar banda desenhada, mas está muitos furos abaixo de jogos em mundo aberto modernos, tanto artisticamente, como tecnicamente. O mundo parece vazio, sem qualquer tipo de inspiração, a arquitetura do mundo é básica, e as luzes fluorescentes tornam-se rapidamente cansativas.

Outra promessa que Crackdown 3 não conseguiu cumprir, diz respeito ao modo cooperativo. Originalmente apontado para quatro jogadores, o co-op da campanha acabou por ser reduzido para dois jogadores. Seja como for, é divertido causar confusão com a ajuda de amigo. Podem ainda participar em Wrecking Zone, que é a componente multijogador, onde duas equipes de cinco jogadores se confrontam. O modo começa mal mesmo antes do primeiro tiro sair, porque não permite a criação de equipes de amigos. É incompreensível como um jogo moderno não inclui essa opção, prendendo os jogadores ao matchmaking aleatório, mas pelo menos, parece que essa função pode ser introduzida no futuro.

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Quanto à jogabilidade de Wrecking Zone, não é muito intensa, e embora a destruição do cenário acresce ainda mais elementos ao caos, Crackdown 3 não tem grande profundidade tática. É divertido, sobretudo porque oferece boa mobilidade aos jogadores, mas Wrecking Zone não tem capacidade para se aguentar nos seus méritos, apenas como apoio à campanha de história.

Se estavam à espera que Crackdown 3 se assumisse como um grande exclusivo Microsoft, lamentamos os desiludir, porque não é de todo o caso. Não está a altura de outros exclusivos de Xbox One, nem dos vários jogos em mundo aberto recentes. Causar caos e saltar pelos prédios pode ser divertido, mas só isso não chega. Se tiverem o Game Pass, não perdem nada por experimentarem Crackdown 3, mas se não é o caso, existem várias alternativas superiores.

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Prós

  1. Existem momentos de caos divertidos.
  2. O multijogador ganha dinâmica com o cenário destrutível.


Contras

  1. Missões repetitivas.
  2. Sensação de progresso é fraca.
  3. Design básico.

Fonte: Gamereactor

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15 Fev, 2019 - 23:05

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