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Análise de Kingdom Hearts III de Tribo Gamer

Toda a espera, toda a antecipação... finalmente recompensada.

Os fãs de Kingdom Hearts viram-se forçados a esperar anos por este terceiro capítulo da saga, uma autêntica travessia no deserto que a certo ponto chegou a parecer uma miragem. O entusiasmo regressou quando a Square Enix anunciou finalmente o jogo, mas então levantou-se uma grande dúvida. Seria a Square capaz de proporcionar uma experiência capaz de satisfazer as expetativas dos fãs? É com muita alegria que partilhamos convosco que sim, a Square Enix conseguiu-o.

O jogo arranca com uma compilação de várias cenas dos jogos anteriores, acompanhada ao ritmo de Don't Think Twice. Quem conhece e ama a série como nós, vai certamente ganhar arrepios com este vídeo, que é essencialmente uma mensagem por parte da Square Enix, uma mensagem que diz essencialmente que Kingdom Hearts está de volta. Para Final Fantasy XV, a Square Enix escreveu de fato uma mensagem, que lia "Um Final Fantasy para fãs e estreantes". Era a indicação de que este Final Fantasy era para ser desfrutado por todos os jogadores, mas Kingdom Hearts segue na direção oposta.

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Kingdom Hearts III arranca perto do final de Kingdom Hearts Dream Drop Distance, e será complicado de acompanhar para quem só jogou os dois capítulos principais - se são estreantes, terão mesmo muitas dificuldades para perceber o que se passa nestas primeiras horas. Kingdom Hearts II foi criticado por ter um arranque excessivamente lento, e acreditamos que Kingdom Hearts III será alvo de críticas semelhantes, mas a situação melhora depois desse arranque. Com o tempo a história começa a afunilar para algo mais simples, e alguns dos conceitos mais confusos acabam por ser também eles simplificados.

De forma muito resumida, Kingdom Hearts III continua a saga de Sora, Donald, e Pateta, conforme viajam de um mundo da Disney (e da Pixar) para outro. A sua missão, desta vez, passa por encontrar os Guardiões da Luz, de forma a que possam ter a hipótese de vencer Xehanort e a Organização XIII. A premissa base é por isso bastante simples, longe da narrativa confusa pelo qual a série é famosa. Contudo, é aconselhável que saibam pelo menos o que aconteceu em Kingdom Hearts Birth by Sleep, de forma a realmente apreciarem o que se passa. Se são realmente fãs e acompanharam tudo o que aconteceu até aqui, vão encontrar uma história fascinante que dura perto de 40 horas de jogo. Depois de rolarem os créditos finais, já tínhamos rido à gargalhada e chorado em várias ocasiões. É um jogo com momentos chocantes, e muitas surpresas. É um misto de JRPG com a magia da Disney, e um pouco de tragédia grega. Como é que resulta? Não sabemos, mas resulta. E também podem gostar de saber que a história termina efetivamente, não ficando nada no ar para uma expansão ou uma sequência, embora a Square possa sempre levar a série noutra direção.

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Sora, Donald, e Pateta, sempre tiveram uma relação especial ao longo destas aventuras, mas não ao ponto do que vimos em Kingdom Hearts III. É bastante perceptível a amizade que liga as três personagens, e dado que a interação entre os três é mais dinâmica, com muitas conversas ocasionais, torna-se uma delícia acompanhar o trio. E depois, claro, existe o rol de personagens da Disney e da Pixar, exemplarmente recriados a nível gráfico e de personalidade. Desde Woody e Buzz de Toy Story, a Elsa de Frozen, passando por Jack Sparrow de Piratas do Caribe, vão encontrar um elenco extremamente rico e variado. E também ficamos impressionados com o fato de terem conseguido a participação de vários atores que representaram estas personagens no passado, ou pelo menos, alguém parecido. O trabalho dos atores foi estupendo, e não fica nada atrás do que é uma banda sonora magistral, com músicas dos vários filmes, dos jogos anteriores, e também originais.

Quando Kingdom Hearts nasceu, apresentou-se como um misto de personagens da Disney com personagens de Final Fantasy, mas a presença dos jogos da Square começou a dissipar-se com o tempo, de tal forma que estão completamente ausentes de Kingdom Hearts III. O foco aqui são as personagens da Disney, da Pixar, e do próprio Kingdom Hearts. A representação destes mundos está fantástica, e ao contrário do que aconteceu com alguns mundos nos jogos anteriores, cuja presença não era realmente justificada, em Kingdom Hearts III todos os mundos fazem sentido de um ponto de vista narrativo, e oferecem algo importante a nível de jogabilidade. Kingdom Hearts III é também o melhor jogo da saga a nível de ritmo (passadas as horas iniciais), mantendo-se sempre interessante.

Através dos vários jogos da saga, Kingdom Hearts passou por uma série de formatos de jogabilidade, desde ação a combates por turnos, passando por cartas. Melhor ou pior em alguns casos, a jogabilidade sempre foi funcional, mas nos parece que só em Kingdom Hearts III a Square Enix conseguiu finalmente afinar todos os sistemas de jogo. A jogabilidade é bastante divertida, não só de jogar, mas de assistir, com muitos efeitos visuais. Sora pode trazer três keyblades diferentes para a batalha, cada uma com o seu grupo de transformações e habilidades. Uma keyblade pode assumir a forma de um devastador martelo, enquanto que outra se transforma num io-io, por exemplo. Cada uma das várias keyblades tem também um ataque especial único, e podem ser melhoradas com através de itens especiais. Desta forma, as keyblades nunca se tornam obsoletas, mesmo que as tenham apanhado no início do jogo.

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Outra arma no arsenal de Sora são os Summons, uma habilidade que permite ao herói invocar outra personagem para o auxiliar, como Ralph de Detona Ralph ou Ariel de Pequena Sereia. Donald e Pateta são também dois ajudantes muito mais competentes do que o foram no passado, com Donald a executar magias poderosas, e Pateta a proteger o grupo com o seu escudo. A inteligência artificial nos jogos anteriores não era a melhor, mas aqui, estamos contentes com o resultado. Com tudo isto, Kingdom Hearts III acaba por ser um jogo relativamente fácil, por isso, se têm confiança nas nossas capacidades, aconselhamos a subirem o nível de dificuldade.

Visualmente, Kingdom Hearts 3 é um luxo, apresentando excelente qualidade e variedade gráfica. O jogo oferece um misto de estilos impressionante, permitindo ao jogador explorar uma série de mundos altamente detalhados. Desde a floresta de Poo às montanhas de Frozen, passando pelos Piratas do Caribe, Kingdom Hearts III oferece uma das coleções mais ricas de estilos de biomas para explorarem. E nesse mundos vão encontrar uma série de mini-jogos específicos, segredos, missões secundárias, e tesouros. O resultado final é um jogo que oferece uma montanha-russa de emoções, com uma história cativante, personagens interessantes, mundos altamente detalhados, e uma jogabilidade francamente divertida. Kingdom Hearts III é uma obra prima.

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Prós

  1. História fenomenal.
  2. Jogabilidade divertida.
  3. Personagens interessantes.
  4. Grafismo longo.
  5. Melhora vários conceitos dos jogos anteriores.


Contras

  1. O início será confuso para alguns jogadores.

Fonte: Gamereactor

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25 Jan, 2019 - 23:39

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