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Análise de Catherine de Tribo Gamer

O estranho jogo de puzzles e adultério chegou finalmente ao PC.

Costuma dizer-se que existe uma linha tênue a separar o gênio do louco, e isso é também verdade para Catherine, da Atlus. Este estanho jogo dos criadores de Persona e Shin Megami Tensei foi originalmente lançado em 2012, e tem de momento um remake a caminho através da edição Full Body, mas o PC recebeu finalmente uma versão ligeiramente melhorada do original.

A nível de adaptação, Catherine Classic cumpre os mínimos: não há limite de framerate por segundo, suporta resoluções até 4K, e suporta mouse e teclado. Em cima disso, inclui também a opção para vozes em inglês e japonês.

Catherine tem uma premissa muito original, em que vão encarnar um rapaz chamado Vincent. Vincent tem uma namorada de longa data, Katherine, de quem está algo saturado, e é aqui que entra em cena Catherine, uma jovem loura altamente sensual que se mostra extremamente interessada em Vincent. Apanhado num carrossel amoroso que o coloca numa pilha de nervos, Vicent começa a ter pesadelos sobre torres de onde tem de escapar.

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É nestas torres que se passa a base da jogabilidade, na forma de puzzles. Para treparem a torre têm de mover blocos de um sítio para o outro, o que inicialmente é bastante simples, mas a situação torna-se muito mais complicada com o passar das horas. Elementos como armadilhas, bombas, e gelo, entre outros, começam a dificultar imenso a vida de Vicent e do jogador. Felizmente podem comprar itens que vão ajudar nos momentos mais difíceis, seja para criar um bloco, para remover um bloco, ou para eliminar inimigos - vão encontrar ovelhas (outros homens) e criaturas macabras nas torres.

Até podem falar com estas ovelhas que encontram, que não só compartilham detalhes sobre a sua vida amorosa - também elas problemáticas - mas também oferecem dicas sobre uma técnica ou um nível específico.

A estrutura do jogo é quase sempre mesmo: cutscenes e conversas cinemáticas, interação social no bar com amigos e clientes, e a seção de pesadelos com puzzles. No bar podem trocar impressões com várias personagens, responder a questões, e tomar decisões, e ainda têm acesso ao celular de Vincent, e às suas mensagens para Katherine, a sua noiva.

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As decisões que tomam vão balouçar um medidor de um lado para o outro, ainda que o seu significado não seja imediatamente evidente quando o jogo começa. Será que vão mentir ou tentar dizer a verdade? E qual será a melhor decisão a tomar para Vincent? Durante as seções de pesadelo também terão momentos num confessionário, que por vezes coloca perguntas difíceis. Por exemplo, se um tipo se fizer à nossa namorada, vão intervir ou confiar plenamente nela? Tudo isto acaba por culminar num dos vários finais que Catherine tem para oferecer.

O elenco em si, mais do que carismático, é engraçado e divertido, com particular destaque para Vicent (Troy Baker transmite com perfeição as dúvidas e os conflitos que a personagem atravessa). O protagonista é o típico homem que se meteu num beco sem saída e que agora não sabe o que fazer, mas é tudo tão patético e exagerado que chega a ser cômico.

O que torna o jogo, em momentos, genial, é que por trás de toda a maluquice de ovelhas falantes, torres demoníacas, e personagens emocionalmente desequilibradas, é que o jogo também aborda temas sensíveis, e apresenta metáforas e filosofias que nos deixaram a pensar bem depois de desligarmos o jogo. Se na superfície parece imbecil e ridículo, por baixo é inteligente e profundo, o que é uma combinação extremamente difícil de conseguir.

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Depois de terminarem a história, podem experimentar dois outros modos. Em Babel vão percorrer novamente as torres da campanha, mas desta vez para tentarem obter a maior pontuação possível. Em Colosseum vão novamente passar pelas torres, mas acompanhados por outro jogador, enquanto tentam chegar primeiro ao topo que o adversário.

Por fim há que referir o estúdio e a banda sonora, que não são muito diferentes do que já vimos em Persona. O jogo tem sequências de animação japonesa, e os modelos 3D representam isso mesmo. Não tem a excentricidade de um Persona, mas é ainda assim um jogo com grande personalidade.

Catherine não é um jogo fácil de classificar, porque é bizarro e atípico. Nunca jogamos nada como Catherine, e por vezes é tão estranho, que nem percebemos bem se é bom ou mau. Mas podemos dizer que, tudo considerado, gostamos de jogar Catherine, e gostamos de passar por esta experiência ímpar. Se gostam de histórias malucas e puzzles, vale a pena considerar, sobretudo se são fãs do estilo da Atlus.

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Prós

  1. Explora temas pouco habituais nos jogos, como o relacionamento.
  2. Muita personalidade e humor,
  3. Puzzles desafiantes.


Contras

  1. Picos de dificuldade não fazem sentido.
  2. Alguns estereótipos.

Fonte: Gamereactor

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18 Jan, 2019 - 20:09

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