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Análise de Onimusha: Warlords de Tribo Gamer

A Capcom ressuscitou a série que mistura Resident Evil com Samurais, em versão remasterizada.

Depois de termos passado uma geração inteira a suspirar por Onimusha, a Capcom decidiu finalmente ressuscitar a série. Não é um jogo novo, nem sequer é um remake, mas considerando que estivemos tantos anos sem ver Onimusha, é bom pelo menos ver que a série está novamente viva, agora com uma remasterização do primeiro jogo para PC, PS4, Xbox One, e Nintendo Switch.

Se não estão familiarizados com Onimusha: Warlords, trata-se de um jogo que pegou no conceito tradicional de Resident Evil (terror, câmara fixa, puzzles), e o adaptou ao tempo dos Samurais, introduzindo ainda vários elementos sobrenaturais. A história concentra-se em Samanosuke, um Samurai que tem como missão salvar a princesa de um castelo cheio de demônios, com a ajuda de Kaede, uma ninja. Ambos são jogáveis, embora Samanosuke seja o que ocupa mais tempo de antena.

A experiência de jogo em si envolve combate, procura de medalhões para abrir portas, evitar armadilhas, curar saúde com ervas, e lidar com planos maléficos de vilões exagerados. Ou seja, como já referimos, é Resident Evil com Samurais. Isso também é verdade para os ângulos de câmara fixos, com cenários pré-renderizados, mas já iremos elaborar sobre este tópico.

O combate funciona à base de ataques físicos, sobretudo com uma espada, no caso de Samanosuke, mas não é exatamente um jogo de 'hack and slash' ao estilo de Devil May Cry ou Ninja Gaiden. É antes uma jogabilidade bem mais pausada, que em vez de combos, se concentra mais em bloqueios, contra-ataques, e timings. Eventualmente terão acesso a outras armas, incluindo de longo alcance, e até a um poder especial.

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Quando os demônios morrem, libertam almas, que Samanosuke pode absorver para uma braçadeira sobrenatural. Estas almas podem depois ser usadas para melhorar as armas, o que também depois permite aceder a diferentes áreas do castelo. Também como nos Resident Evil antigos, sobretudo o primeiro e o segundo, vão navegar repetidamente por áreas que já visitaram. Ora, considerando que o jogo dura pouco mais do que três horas, podem calcular que a área do castelo não é assim muito grande. Existem alguns itens extra para colecionar, como ficheiros e caixas com puzzles, níveis de dificuldade adicionais, e fatos especiais, incluindo de um panda gigante. E até podem aceder a um mini-jogo se colecionarem todos os itens específicos.

Graficamente, Onimusha: Warlords não disfarça as origens PS2. Sim, a resolução foi aumentada, passou a suportar verdadeiro widescreen, e as texturas foram re-trabalhadas, mas ao contrário de algo como Resident Evil Remake, que se aguenta bem mesmo hoje em dia, Onimusha: Warlords apresenta-se com um grafismo altamente datado. Em muitos aspetos, a Capcom limitou-se a cumprir os serviços mínimos de uma remasterizações, o que é algo desapontante. A câmara, com ângulos fixos, é outro problema do jogo, que atrapalha a ação com mudanças bruscas de perspetiva e perca de visão em relação aos inimigos.

Mesmo com estes problemas, Onimusha: Warlords é um jogo divertido, sobretudo porque não existe nada como ele hoje em dia. Um jogo de ação e aventura, inspirado no Japão Feudal, com puzzles e exploração, é uma mistura que continua a ser divertida ainda hoje, mas sem correspondente moderno. O mais parecido será Nioh, mas esse tem muito mais em comum com um Dark Souls do que com um Resident Evil, ao contrário de Onimusha.

Não sabemos qual o propósito desta remasterização. Uma coleção completa, com mais algum trabalho, teria sido interessante, enquanto que um remake ou até um novo jogo, seriam as nossas opções preferidas. De certa forma temos a sensação de que a Capcom está a testar as águas, a tentar perceber se hoje em dia ainda existe interesse pelo gênero e por Onimusha em específico. Da parte que nos toca, sim, temos interesse.

Onimusha: Warlords continua a ser um jogo divertido, sobretudo pela jogabilidade, o mundo, e o design do castelo, e adorávamos ver mais Onimusha no futuro, porque a série ocupa um espaço que ainda não foi preenchido nesta geração (nem na anterior). Acreditamos que mais jogadores pensam como nós, mas o preço marcado nos € 19.99 parece-nos excessivo, e pode afastar potenciais interessados. Ainda assim, se são fãs da série e querem matar saudades, ou se o conceito parece cativante, podemos recomendá-lo, sobretudo durante uma promoção.

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Prós

  1. História interessante.
  2. Jogabilidade ainda consegue ser divertida.
  3. Conceito merecia ser modernizado.


Contras

  1. Graficamente é datado (é um jogo de PS2).
  2. É curto.
  3. Câmara pode ser problemática.
  4. Remasterização básica.
  5. Preço exagerado.

Fonte: Gamereactor

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18 Jan, 2019 - 19:58

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