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Análise de OVERKILL's The Walking Dead de Tribo Gamer

Os criadores de Payday apresentam um shooter cooperativo inspirado no universo de The Walking Dead.

Overkill's the Walking Dead está a ser produzido há vários anos, e como o nome indica, pela Overkill, estúdio que nos trouxe Payday e Payday 2. Ao contrário da Telltale, que teve uma abordagem narrativa a The Walking Dead, a Overkill optou pelo gênero de ação na primeira pessoa, com foco na experiência cooperativa.

Já existem vários FPS de co-op onde enfrentam zombies, como Left 4 Dead, Dying Light, e até o modo Zombies de Call of Duty. O que tem então Overkill's The Walking Dead que possa acrescentar ao gênero? Não muito, além da própria licença em que se baseia.

O jogo acompanha quatro sobreviventes em Washington D.C., já bem depois dos zombies terem destruído a civilização. Inicialmente as quatro personagens desbloqueadas são Grant, Maya, Aiden, e Heather, cada uma com as suas habilidades e armas. Não são personagens que possam reconhecer da série ou da banda desenhada, mas estão suficientemente em contexto para que não pareçam deslocadas. Cada personagem pode evoluir entre missões, e as suas capacidades serão imprescindíveis para sobreviverem aos zombies. Cada membro da equipe de quatro terá de contribuir com as suas habilidades, se quiserem prosseguir.

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Uma nota importante: O elemento cooperativo de Overkill's The Walking Dead está sempre presente, o que significa que terão de jogar com humanos, com a inteligência artificial, ou com uma mistura. Infelizmente a inteligência artificial não é suficientemente competente, o que significa que abordar o jogo só com a companhia de três personagens controladas pela IA, será extremamente difícil (e muito menos divertido).

Sem grandes introduções ou explicações, o jogo nos largou na área central de grupo. Aqui podem se preparar para uma missão, se reagrupar, conversar, e recolher recompensas. Esta área não é muito eficaz naquilo que é suposto fazer, e a própria ação de começar uma missão, não é assim tão clara quanto isso - têm de estar uns segundos num quadrado verde junto de um portão.

A nível de design, não esperem algo muito diferente do que já terão encontrado noutros jogos do gênero, no sentido em que terão de agir em conjunto para cumprirem uma série de objetivos. Os inimigos serão maioritariamente compostos por mortos-vivos, mas não só, também vão encontrar uma facção oposta de humanos conhecida como The Family. Estes oponentes podem ser mais complicados que os próprios zombies, até porque existe um fator muito importante para o qual contribuem as duas facções - o som. Se lutarem de forma barulhenta, vão atrair vários zombies, piorando drasticamente as nossas hipóteses de sobrevivência. Isto implica que devem agir de forma furtiva, não só contra os zombies, mas também contra os humanos. Para isso terão de recorrer a armas de curto alcance, ou a bestas (crossbow), como a de Heather.

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Todas as missões são baseadas em mapas fechados, onde começam num ponto, e terminam noutro. Em termos visuais, os mapas não variam muito, já que tudo se passa nas ruas ou nos edifícios de Washington - é tudo muito cinzento, sem grande criatividade. Quanto a objetivos, existem alguns interessantes para tentarem cumprirem, desde os típicos "ir até ali, faça isto", as puzzles que os jogadores em conjunto têm de resolver.

Se um jogador for derrubado, pode ser ressuscitado, e Maya até o pode curar, mas se morrerem todos, terão de recomeçar a missão de início. Alguns níveis até são grandes, o que significa que, morrer perto do fim, pode ser bastante frustrante. Para impedirem isso, têm de garantir que têm uma boa seleção de personagens, equipamento, e habilidades, e acima de tudo, que comuniquem e ajam em conjunto. As armas em si estão dentro do que é típico para o gênero, mas lembrem-se, de levar grande poder de fogo raramente é a melhor solução, já que isso irá atrair muitos zombies.

O maior problema de The Walking Dead é que, em pouco tempo, se torna repetitivo. Os objetivos são variados, mas nada é muito impressionante ou imaginativo, e os níveis seguem estruturas muito semelhantes. A história, como já devem ter calculado, é perfeitamente descartável, e o combate em si também não é brilhante, apenas funcional. Em cima disto, os loadings são inexplicavelmente longos, e os servidores não são os mais estáveis. Ou seja, não existem muitos motivos para recomendar Overkill's The Walking Dead. Se jogarem com um grupo de amigos, vão ter alguns momentos divertidos, mas existem opções superiores no mercado.

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Prós

  1. Divertido até certo ponto.
  2. Mecânicas furtivas são sólidas.
  3. Estilos de jogo diferentes.
  4. Objetivos interessantes.


Contras

  1. Loadings enormes.
  2. Jogabilidade instável.
  3. Requer um esquadrão.
  4. Repetitivo.
  5. IA não substitui parceiros humanos.

Fonte: Gamereactor

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18 Nov, 2018 - 23:40

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