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Análise de Gwent: The Witcher Card Game de Tribo Gamer

Thronebreaker: The Witcher Tales - Abordagem muito diferente ao universo de The Witcher.

Provavelmente já ouviram falar de Gwent: The Witcher Card Game, o jogo de cartas baseado no mini-jogo de The Witcher 3: Wild Hunt. Pois bem, este Thronebreaker: The Witcher Tales foi construído nas bases desse mesmo jogo, mas se apresenta como uma aventura a solo que também incorpora elementos RPG e de exploração. É uma abordagem única, diferente de tudo o que já jogamos, e resulta.

Em Thronebreaker: The Witcher Tales vão jogar com a Rainha Meye de Lyria e Rivia, que foi invocada de volta a casa. Quem a convocou foi o homem responsável pela educação do seu filho, que está a prepará-lo para quando tiver de assumir o reino. A rainha encontra o seu reino num verdadeiro caos, depois do reino vizinho de Nilfgaard ter invadido. Cabe assim ao jogador recuperar a sua terra, com a ajuda do braço-direito da raina, Reynard. Terão também de recrutar novas tropas para combaterem o poderoso exército de Nilfgaard, ao mesmo tempo que farão a gestão da moral do povo.

A exploração é feita através de um mapa 3D altamente detalhado, com perspectiva isométrica, e que oferece uma boa dose de liberdade ao jogador. A acrescentar a isso, existem elementos RPG e o sistema de combate à base de Gwent. Enquanto exploram o cenário vão também encontrar desafios extra, pequenos puzzles, várias personagens com quem podem interagir, e batalhas adicionais. Até existe um sistema de viagem rápida entre localizações, para quem não quiser perder tempo a caminhar de um lado para o outro.

O jogo envolve também a recolha de recursos, e a gestão de um acampamento. Nesse acampamento vão encontrar uma série de estruturas que podem melhorar utilizando os recursos que ganham durante a aventura, recursos como madeira, ouro, e tropas. Estes recursos podem também ser usados para o cumprimento de várias tarefas, como retirar obstáculos do caminho, trocas com mercadores, e até a criação de novas cartas. Aqui podem também interagir com várias personagens próximas da rainha, e treinar em partidas amigáveis de Gwent.

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Todos os combates de Thronebreaker são feitos através de Gwent, mas não só. Existem outros eventos bizarros, como queda de pedras e encontros com vacas doidas, que também são resolvidos recorrendo ao jogo de cartas. Este não é, contudo, o mesmo jogo que encontraram em The Witcher 3, já que muito mudou entretanto. Por exemplo, agora já não existem unidades de Siege, já que essa coluna foi removida do jogo. Isto significa que no tabuleiro só podem usar unidades de longo alcance e de curto alcance. O herói, como devem calcular, é a própria rainha Meye, embora possa assumir a forma de várias cartas, cada uma com as suas particularidades.

Existem também muitos objetivos diferentes para cumprirem, dependendo do tipo de encontro que têm pela frente. Esses objetivos podem envolver dizimar um tipo de unidade específico, ou ganhar uma partida com um número limitado de cartas, por exemplo, tudo dependendo do contexto da própria história. Gwent era um jogo divertido em The Witcher, e com as alterações, tornou-se ainda mais profundo e interessante. Podem ainda modificar a dificuldade do jogo, e uma dessas definições até permite passar as batalhas à frente, se assim o desejarem.

Depois há também o lado narrativo, rico em diálogos de qualidade e sequências interessantes. Durante certas conversas também terão a hipótese de tomar decisões, e algumas, como já acontecia na série The Witcher, não parecem ter uma opção certa, ou uma moralidade bem definida. O mundo raramente é preto ou branco, e isso é retratando em Thronebreaker. Também gostamos da relação da rainha com o seu povo e com os que lhe são mais próximos, com personagens bem escritas e desenvolvidas.

Thronebreaker: The Witcher Tales é um jogo muito especial, porque não existe nenhum realmente como ele. É um misto de um bom RPG com um bom jogo de cartas, apimentando com uma rica história e seções de exploração. Se apreciam o gênero medieval, e em particular o mundo de Witcher, é uma forte recomendação, sobretudo se já gostavam de Gwent.

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Prós

  1. Abordagem única e interessante ao gênero.
  2. Seções livres são divertidas.
  3. Sistema Gwent foi reinventado.


Contras

  1. Alguns problemas de fluidez quando o último save é carregado.

Fonte: Gamereactor

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01 Nov, 2018 - 22:45

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