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Análise de Two Point Hospital de Tribo Gamer

Nunca foi tão divertido gerir um consultório médico.

21 anos é muito tempo, sobretudo no que diz respeito à indústria de videojogos. É o suficiente para três gerações de consoles, mais de duas mãos cheias de jogos FIFA, e dezenas de jogos com Mario no título. É também o tempo que separa Theme Hospital e este sucessor espiritual, Two Point Hospital. O gênero em si teve muitas ofertas ao longo dos anos, mas tínhamos saudades da abordagem peculiar de Theme Hospital.

A premissa de Two Point Hospital é muito simples. Basicamente vão ficar responsáveis por gerir um hospital, que seja capaz de lidar com condições que afetem o funcionamento básico do ser humano. Terá também de ser capaz de diagnosticar e curar os muitos pacientes que surgem para tratamento. O jogo arranca com uma escala modesta, onde devem gerir um único hospital com apenas alguns quartos. A complexidade começa a surgir com o tempo, conforme têm de começar a gerir vários hospitais, e tomar decisões difíceis que vão determinar o progresso do nosso império na área da saúde. É nestas situações que o jogo se torna mais divertido, quando obriga o jogador a sair da sua área de conforto. Ainda assim, não é muito complicado, e sobretudo ao início, não devem ter dificuldades para gerir as finanças do nosso império.

O jogo funciona da seguinte forma: um paciente chega ao hospital, é recebido na recepção onde lhe é atribuído um número. Depois têm de esperar pela sua vez na sua de espera, mas existem outras salas, como diagnóstico geral, cardiologia, e áreas especializadas para diagnósticos mais específicos. Depois será tratado numa sala adequada, dependendo da sua condição, e vão encontrar muitos tipos de condições, algumas estranhas e hilariantes. Ao avançarem pelo jogo, terão de treinar especialistas, melhorar a área de pesquisa, e fazer marketing do hospital. Isto além de terem de gerir máquinas de comida e bebidas, revistas, e a decoração do local.

Alguns pacientes não serão curados, e por vezes até morrem alguns - situação em que convém ter um perito em caçar fantasmas para evitar que o espírito fique no hospital. A vossa missão não é salvar toda a gente, porque isso é impossível. Devem antes tentar gerir um império funcional que dê lucro, e isso virá sempre com algumas fatalidades.

Quando ganharem os critérios para uma estrela, vão desbloquear novas localizações para construírem hospitais, mas podem sempre voltar para os anteriores para tentarem ganhar duas ou três estrelas. Isso até se torna mais fácil, já que desbloqueiam mais tipos de salas, itens, e melhoramentos. Isto significa que existem sempre motivos para voltar a um hospital antigo para melhorar a sua eficácia.

A simulação financeira do jogo é uma parte considerável da experiência de jogo, mas não é muito exigente. Até existe a opção para pedir dinheiro emprestado ao banco, mas nunca achamos isso muito necessário, desde que tenham uma ideia razoável de como gerir custos. Também existem outros pontos, Kudosh, que vão receber conforme cumprem certos objetivos. Este pontos permitem desbloquear mais itens especiais para os hospitais, como pinturas de cães, por exemplo.

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Existe um certo grau de micro-gestão, mas essa não é a condição ideal. Two Point Hospital é um jogo de macro-gestão, mas para isso preciso de ter a pessoa certa no local certo, com as aptidões adequadas. Idealmente, serão capazes de construir uma equipa e uma organização onde a nossa interferência direta não será necessária.

Também vale a pena falar do grafismo e do estilo de Two Point Hospital, algo que ajudou a tornar a experiência tão divertida. O jogo apresenta um estilo muito cartoonesco, a lembrar Wallace & Gromit, e as animações são também bastante engraçadas - isto se perderem tempo para fazer zoom para apreciarem os pormenores. A música ambiente e as conversas de rádio são outros elementos que ajudam a tornar a atmosfera muito agradável.

A nossa maior crítica a Two Point Hospital é o fato de ser muito certinho, muito dentro de certos limites. Por vezes gostaríamos que arriscasse mais, que fosse um pouco mais solto e aleatório, menos previsível. São os momentos de caos, como ter de curar um determinado número de palhaços quando as máquinas avariam todas, que tornam Two Point Hospital realmente memorável, e gostávamos que o jogo tivesse mais momentos desses.

Two Point Hospital não é exatamente o jogo para passar horas jogando, mas é bastante divertido para desfrutar de forma mais casual, uma ou duas horas por noite, por exemplo. O ritmo do jogo é bastante agradável, a jogabilidade é acessível, e todo o espírito do jogo é bastante divertido e relaxado. Gostaríamos que tivesse um modo mais solto, onde fosse possível definir parâmetros, mas isso talvez venha a aparecer mais tarde. Assim como está, é uma recomendação fácil para quem gosta do gênero.

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Prós

  1. É muito intuitivo.
  2. Modelo financeiro funciona bem.
  3. Terão de lidar com doenças divertidas.


Contras

  1. Por vezes parece demasiado restrito.

Fonte: Gamereactor

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07 Set, 2018 - 17:36

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