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Análise de Monster Hunter: World de Tribo Gamer

Um novo Monster Hunter, para uma nova geração de consoles.

O grande sucesso de Monster Hunter no Japão, sobretudo nos consoles da Nintendo, nunca foi replicado por completo no ocidente. A qualidade dos jogos tem sido quase unânime, mas uma longa curva de aprendizagem, o complexo sistema de gestão de itens, e a dificuldade dos monstros, foram grandes testes à paciência dos jogadores. Monster Hunter: World foi produzido como resposta a isso mesmo. A Capcom prometeu um jogo criado em cima de um novo motor gráfico moderno, um maior foco narrativo, e uma experiência de introdução mais suave. É com agrado que confirmamos que Monster Hunter: World é tudo isso e muito mais.

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A narrativa nunca foi o ponto forte de Monster Hunter, nem o quis ser. World é diferente, e tem uma estória completa que se desenrola através de uma campanha de 40 a 50 horas. Vão jogar com uma personagem criada, com várias opções de personalização, e quando jogarem sozinhos, estarão acompanhados por um Felyne (gato humanóide). A premissa da estória pega numa necessidade de exploração do New World, enquanto ajudam uma equipa de pesquisa a procurar um dragão ancião chamado Zorah Magdoras. O resto... terão de descobrir no jogo.

O mundo de Monster Hunter: World está recheado de monstros e criaturas, bestas formidáveis com vários estilos de ataques, e padrões de movimento mais comportamentos. Existem vários motivos para caçar estes animais, a maioria associados a missões, e para isso terão de examinar pegadas, procurar marcas das garras, ou penas soltas, dependendo do tipo de animal que procuram.

O sistema de combate lembrou-nos de Bloodborne, ainda que não se joguem exatamente da mesma forma. Contudo, num estilo semelhante ao jogo da From Software, terão de gerir a nossa energia, evitar ataques inimigos, e acertar nos adversários quando a oportunidade surge. Existe um certo sentido de urgência nas missões, já que cada uma tem um limite de tempo (normalmente 50 minutos). A situação torna-se ainda mais grave porque os inimigos não se limitam a ficar num único local a lutar, e normalmente vão tentar fugir de volta para o seu ninho ou covil. Outro elemento que acrescenta tensão é o fato da arma se desgastar com o uso, o que pode obrigar o jogador a parar para tentar consertá-la ou afiá-la. Depois existem poções, antídotos, e vários tipos de objetos que podem ser importantes na vossa missão.

Em Monster Hunter: World terão acesso a 14 tipos de classes, determinadas pelo tipo de arma que usam. Existem vários tipos de combinações para ataques à distância ou de curto alcance, e entre esses, de ataques rápidos ou poderosos, mais equilibrados ou potentes. Não estão limitados a uma arma, pelo contrário, devem ajustar a nossa arma e estilo de jogo ao inimigo que vão enfrentar. O cenário em si também é de extrema importância para os combates, e pode ser usado para nosso benefício. Por exemplo, como diferentes tipos de criaturas habitam o mesmo habitat, isso provoca conflitos entre si, e podem aproveitar esses combates para facilitarem a vossa caça. Também podem trepar videiras para tentarem saltar para cima dos monstros, o que vos pode dar uma boa vantagem tática - mas terão de aguentar as tentativas da criatura para nos atirar ao chão. Existem outros fatores, como plantas que podem prender os animais, ou superfícies moles que podem quebrar com a força do animal.

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Um dos objetivos da Capcom para Monster Hunter: World era tornar o jogo mais acessível para novatos, e consegui-lo. Para quem gosta de números, agora é indicado quanto dano cada ataque causa, diferenciado entre ataques normais e críticos. Também é mais evidente quando as criaturas estão feridas ou incapacitadas, através de mudanças nas animações e no comportamento. Em termos de combate, cada arma tem agora um vídeo a exemplificar o seu propósito, existe uma área de treino, e indicações para o tipo de escolhas que são mais ou menos práticas para novatos. Contudo, se são caçadores veteranos, basta ignorar estas novidades.

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Monster Hunter: World é também um 'upgrade' considerável no departamento gráfico, utilizando o MT Framework como motor de jogo. Vão visitar áreas massivas, cheias de pormenores e vida, com muita fauna e flora distintas. O design das áreas também oferece uma impressionante sensação de verticalidade, com árvores enormes e cavernas. Cada zona tem um ambiente bastante particular, com um ecossistema próprio e designs muito diferentes.

Embora possam perfeitamente jogar a solo, Monster Hunter: World tem uma forte componente de comunidade e ação cooperativa. Podem formar a vossa própria missão, ou juntarem-se a missões criadas por outros jogadores. Aí podem esperar que o emparelhamento vos junte com jogadores aleatórios, ou convidar amigos. Gostámos imenso da experiência cooperativa, mesmo que nunca tenha sido excessivamente difícil a solo, sobretudo porque a saúde do monstro ajusta-se ao número de jogadores. E ainda podem enviar um sinal SOS, pedindo a ajuda de um jogador aleatório.

Gostamos muito de Monster Hunter: World, mas o jogo tem algumas falhas. A que mais nos incomodou terá sido a câmara, sobretudo quando usamos a mira fixa para a prender no monstro. Além de nem sempre focar devidamente a criatura, a câmara acabou por ficar presa no cenário em várias ocasiões, o que naturalmente atrapalhou a nossa experiência. Também existem pequenas falhas gráficas, como sincronização fora de tempo entre animações e vozes, monstros que atravessam o cenário ou ficam presos, e outros problemas semelhante. Nada disto é grave, mas causaram pequenas falhas na imersão.

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Além da campanha de 40 a 50 horas, existe muito conteúdo secundário para entreter o jogador. Missões isoladas de caça, missões de entrega ou recolha de itens, investigações para o centro de pesquisa, e outras atividades semelhantes. Em cima disto podem cozinhar, plantar, personalizar uma casa, e até colecionar mascotes. Isto tudo de raiz, mas a Capcom promete injetar mais conteúdo no futuro.

Monster Hunter: World equivale a uma grande evolução para a série, melhorando inúmeros elementos da experiência que distingui Monster Hunter ao longo dos anos. Do novo grafismo muito superior, às dezenas de horas de conteúdo, Monster Hunter: World entrega uma experiência de caça de grande qualidade, vivida num mundo extremamente detalhado e peculiar. Isto é Monster Hunter na sua melhor forma de sempre.

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Pontos positivos

  1. Mundo aberto cheio de vida.
  2. Acolhe veteranos e novatos.
  3. Permite muita experimentação com o combate.


Pontos negativos

  1. Sistema de mira fixa não funciona sempre.
  2. Algumas falhas gráficas.

Fonte: Gamereactor

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25 Jan, 2018 - 15:47

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