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Análise de Okami HD de Tribo Gamer

Okami HD será que retém a magia de outros tempos?

Okami será um dos jogos mais queridos da era de PS2, já que foi um dos títulos que mais próximo chegou de ser um Zelda para o console. O seu estilo de arte peculiar, a lembrar pinturas, e as mecânicas de jogo em torno de um pincel, destacaram-no como um dos clássicos dessa era, ainda que comercialmente não tenha sido um sucesso. É por isso provável que Okami tenha passado ao lado de muitos jogadores, que agora terão nova oportunidade de conhecer esta gema através desta remasterização para PC, PS4 e Xbox One.

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Inspirada pelo folclore japonês, a estória de Okami começa 100 anos no passado, onde uma besta de oito cabeças chamada Orichi começou a devastar a terra de Nippon. Antes que a destruição total ocorresse, o espírito guerreiro do lobo Shiranui, e e o seu companheiro Nagi, conseguiram prender o poder de Orichi com a ajuda de um pincel celestial. A paz voltou a Nippon, e assim se manteve durante 100 anos, até que Orichi foi novamente libertado. Os jogadores terão agora de assumir o controle da Amaterasu, uma versão mais débil de Shiranui, que tentará reconquistar os seus poderes e voltar a libertar o Nippon da ameaça de Orichi.

A jogabilidade de Okami envolve exploração, combate, e puzzles, tendo o pincel celestial no centro da experiência. Quando pressionam no R1/RB, ativam o pincel, e o mundo de jogo torna-se numa espécie de tela. Neste modo podem usar o pincel para reconstruir objetos partidos, dar vida a plantas, expandir pontes naturais para atravessarem a água, e outras ações semelhantes. Embora originalmente lançado na PS2, Okami brilhou verdadeiramente no Wii, onde estas ações eram feitas com o Wiimote. Com o Dualshock 4 o processo não é tão natural, mas continua a ser intuitivo e eficaz. À medida que evoluem a aventura vão desbloqueando novas habilidades e formas de interagir com o mundo de jogo.

Mais especificamente em relação ao combate, podem parar o tempo para executarem ações com o pincel. Isto permite desenhar bombas, ativar ataques cortantes, e usar sementes para atordoar os inimigos. Isto além dos ataques mais tradicionais de Amaterasu com as suas armas, usadas para disparar balas de tintas e golpear os oponentes. O design dos inimigos implica que não será tão simples quanto metralhar um botão de ataque. Têm de aprender a usar as várias técnicas para aproveitarem as fraquezas de cada oponente, incapacitando os seus ataques mais perigosos, ou destruindo as suas defesas.

Para evoluírem a própria Amaterasu têm de restaurar a terra em si. É um processo bastante satisfatório, que em vez de recompensar o jogador por destruir inimigos repetidamente, fá-lo quando o jogador se dedica a dar vida ao mundo e a ajudar os seus habitantes. Isto implica alimentar animais, restaurar vegetação, eliminar pontos maléficos, e cumprir missões. Depois podem usar o que ganham para melhorar elementos como o número máximo de itens, a saúde, e a capacidade de tinta que pode carregar.

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O humor também faz parte do charme de Okami, e isso é visível na grande personalidade das personagens que vão encontrar ao longo do caminho. Não só é design inspirado e variado, como todos beneficiam de animações fluídas e engraçadas. Mesmo sem utilizar vozes de fato, a Clover Studios (produtora original do jogo) conseguiu transmitir grande cuidado e atenção ao detalhe a estas personagens.

Apesar de todos estes elogios, e do excelente trabalho artístico que está por trás de Okami, não podemos esquecer que é um jogo de PS2 transporto para a geração atual. Graficamente existem naturalmente muitas limitações, mas existem outros problemas. O jogo original implicava que os saves tinham de ser manuais, e isso mantém-se nesta versão. É uma escolha do design original que optaram por manter, mas não é algo que nos atrai no contexto moderno. A câmara também não é a melhor, e pode tornar-se problemática durante algumas seções, sobretudo a atravessar as plataformas mais altas. São problemas, sobretudo ligados à idade do jogo, mas que não são suficientes para estragar a experiência mágica que existe aqui.

Okami foi um jogo fantástico, memorável por vários motivos, que surge aqui com um grafismo mais polido e definido. Em parte gostaríamos que a Capcom tivesse genuinamente refeito Okami, que tivesse atualizado algumas mecânicas de jogo e elementos que não envelheceram tão bem, mas mesmo como está, Okami HD é altamente recomendável. Há 11 anos assumiu-se como um jogo especial, resultado de grande inspiração artística. Isso continua a ser verdade hoje em dia.

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Pontos Positivos

  1. Direção de arte magnífica.
  2. Inclui suporte para alta resolução, inclusivamente até 4K, e é a versão definitiva de um dos melhores jogos de PS2.


Pontos Negativos

  1. Câmara continua a ser lenta.
  2. Não inclui conteúdo novo, e saves ainda são manuais.


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Fonte: Gamereactor

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05 Jan, 2018 - 20:17

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