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Análise de Forza Motorsport 7 de Tribo Gamer

Ao sétimo Motorsport, uma pequena desilusão.

Forza Motorsport 6 foi um jogo estupendo, e talvez por isso, o foco deste sétimo jogo tenha sido no afinamento do que correu bem nesse jogo, e não tanto na introdução de conteúdo novo. Em comparação com Forza 6, existem várias pistas novas, mas a maioria já tinha aparecido noutros jogos da saga. Realmente inédita só existe uma pista, a Dubai Highway, o que é francamente pouco. Também podem conduzir mais carros em Forza 7 (mais de 700, em comparação com os 620 do último jogo), e um novo modo de jogo. Existem também algumas mudanças aqui e ali, em termos de apresentação e estrutura, mas olhando para o pacote completo, Forza 7 é essencialmente Forza 6 mais polido.

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Uma novidade é a introdução de clima dinâmico, incluindo intensas chuvadas, nevoeiro, e poças enormes. Project Cars 2 fez o mesmo, mas tal como nesse jogo, estas novidades são bonitas de se ver, mas pouco divertidas na condução. Ainda assim, se isso é algo que nos agrada, os efeitos de clima intenso estão bem representados em Forza Motorsport 7. Por vezes é um exagero, e formam autênticas piscinas na pista. Isto nunca aconteceria na vida real, porque a prova seria terminada e só recomeçaria depois da pista secar.

Forza Motorsport 7 segue a estrutura geral da série, de onde se destaca o modo carreira, Forza Driver's Cup. Vão começar como um novato, na Fórmula E, com aspirações de chegarem ao topo e correrem com a elite. É um sistema onde vão ultrapassando ligas de forma crescente, conforme ganham condições para comprarem carros superiores. É uma fórmula que, embora funcional, já todos conhecemos de trás para a frente, e que aqui recebe pouco ou nada de inovador, excepto através de algumas mudanças na apresentação gráfica do modo. Como também referimos na análise a Project Cars 2, está na hora das produtoras começarem a inovar este aspeto do jogo, à semelhança do que alguns jogos de desporto começaram a fazer.

Até certo ponto, o mesmo vale para o elemento online. Os modos disponíveis são essencialmente os mesmos que já viram nos jogos anteriores, embora mais polidos, e em alguns casos, expandidos. Existem mais opções para personalizarem o vosso piloto e outros detalhes da garagem, o que ajuda a distrair enquanto esperamos que o emparelhamento funcione e a corrida comece.

A Turn 10 tem falado, já desde Forza 2, que um dos seus objetivos é aproximar a relação entre jogador e máquina, e em Forza 7, isso significa colecionar o maior número de carros possível. O jogo não encoraja a trocarem ou a venderem os carros que ganharam, mas antes que os guardem a todos, criando a maior garagem do mundo. Considerando o número de carros, é uma tarefa intimidante, mas olhando para a seleção de bólides em si, parece-nos algo incompleta.

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Alguns dos nossos carros favoritos de Forza Motorsport 4 não estão presentes, e aquele que é na nossa opinião o melhor carro de qualquer jogo Forza, o Calsonic Nissan GT-R R34 Skyline JPGT, também não está. Algumas das 'bombas' mais modernas, como o Aston Martin Vulcan, Bugatti Chiron, McLaren 720S, Lamborghini Performante, e o Mercedes AMG Project One, são outras ausências notórias. Em vez disso, podem encontrar uma enorme seleção de carrinhas, camiões, e outros veículos aborrecidos. A equipe da Polyphony já parece ter aprendido a lição, já que para GT Sports cortaram a gordura (leia-se: veículos que não interessam a ninguém), e dedicaram todo o foco aos grandes carros de competição. A Turn 10 devia aprender a mesma lição.

A Turn 10 modificou alguns elementos de Forza, e nem todos para melhor. A física dos carros, por exemplo, nunca esteve tão afastada da simulação como aqui. É um verdadeiro misto entre realismo e arcade, possivelmente na tentativa de apelar a um público maior, mais casual. O jogo é bem mais simpático nos tempos de reação do que outros simuladores, incluindo os Forza anteriores. Mesmo sem assistências, Forza Motorsport 7 não consegue realmente oferecer uma experiência de simulação. Mas é divertido? Sim, é, e também o consegue ser desafiante e recompensador.

Forza 4 destaca-se, na nossa opinião, como o melhor Motorsport até hoje, não só porque tinha o melhor suporte para volantes, mas também pela forma como simulava a condução em asfalto. Quando a série passou para a Xbox One, Motorsport tornou-se um pouco mais fácil ao nível da condução, e Forza 7 é o Motorsport que mais se aproxima da série Forza Horizon. Uma abordagem curiosa, sobretudo quando os principais concorrentes, Project Cars 3 e GT Sport, vão na direção oposta.

Forza Motorsport 7 tem no entanto os seus pontos a favor. A sensação de velocidade, por exemplo, é soberba. Quando estamos a conduzir um Ferrari FXXK, temos a sensação de estar ao volante de uma autêntica besta, tal como é suposto. É um ponto em que Forza Motorsport 7 é muito superior a Project Cars 2. Também existe uma maior sensação de incerteza e insegurança quando estão a acelerar a todo o gás num dos carros mais potentes, e isso é algo que não era tão evidente nos antecessores. Aqui temos de recomendar o uso de um bom volante, que oferece uma sensação muito superior à do comando.

Depois existe o aspeto gráfico e técnico. A Microsoft anda há vários meses a promover uns espetaculares 4K a 60 frames por segundo na Xbox One X, e estamos curiosos para ver essa versão em ação, mas para já, o que temos é a Xbox One original. Nesta versão, Forza Motorsport 7 é um jogo bonito, embora não seja impressionante. Algumas pistas destacam-se, como a nova Dubai Highway, e o modo Forza Vista permite desfrutar de alguns cenários fantásticos, mas Project Cars 2 acaba por ser mais impressionante. Ao nível de modelos dos carros, efeitos de iluminação, marcas na pista, fumo, e nevoeiro, Project Cars 2 é superior.

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Bom, mas não fantástico, é como se caracteriza o grafismo de Forza Motorsport 7 na Xbox One. Já o departamento sonoro surge numa forma espetacular. Um ou outro carro não está exatamente como é suposto na vida real, mas a esmagadora maioria beneficia de excelente qualidade sonora. O estilo tipo Hollywood de Forza 6 desapareceu, substituído por acorde mais poderosos, que na nossa opinião encaixam melhor com o jogo.

Se leram até aqui, então já perceberam que não estamos totalmente satisfeitos com Forza Motorsport 7. Sim, é um bom jogo de condução, mas ficamos algo desiludidos. Se Forza Horizon é arcade, esperávamos que Motorsport caminhasse numa direção de realismo, mas a Turn 10 decidiu-se pelo oposto. A seleção de veículos também não é particularmente interessante, composta por muitos bólides inúteis, quando faltam alguns carros importantes. Quanto a conteúdo, esperávamos mais do que uma única pista genuinamente original na série, e algumas novidades mais arrojadas ao nível dos modos de jogo também teria sido interessante.

Em suma, um jogo de condução competente, que pode ocupar-vos durante várias horas se procurarem uma experiência ligeiramente mais arcade. Se, pelo contrário, é realismo que procuram, ficarão melhor servidos com Project Cars 2. Esperemos que Forza Motorsport 8 possa ser um pouco mais corajoso que Forza 7.

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Pontos positivos

  1. Bom grafismo e áudio.
  2. Jogabilidade equilibrada.
  3. Corre de forma fluída.
  4. Excelente sistema de tuning.


Pontos negativos

  1. Seleção algo bizarra de carros.
  2. Loadings demasiado longos.
  3. Não é particularmente realista.


Fonte: Gamereactor

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01 Out, 2017 - 17:02

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