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Análise de Marvel vs. Capcom: Infinite de Tribo Gamer

Marvel VS Capcom: Infinite – Faltam os X-Men, mas sobra diversão

Há meses venho testando diversas versões e builds de Marvel vs Capcom Infinite, jogo que marca o retorno da parceria da Capcom com a Marvel após quase 6 anos desde o lançamento de Ultimate Marvel vs Capcom 3, que convenhamos foi um excelente crossover entre as duas empresas tão queridas pelos gamers. Mas chegou a hora de presenciarmos um novo capítulo, uma nova história deste encontro de gigantes. Marvel vs Capcom Infinite será lançado somente amanhã, mas nós já estamos com o jogo há quase uma semana e finalmente podemos compartilhar com vocês nosso decreto! Afinal, Marvel vs Capcom Infinite vale a pena?

Depois de muitos testes, a versão final

Desde abril, quando testamos pela primeira vez Marvel vs Capcom Infinite, nossas impressões sobre o jogo foram muito boas por conta da jogabilidade bem balanceada que o game vinha apresentando. Então, durante a E3 deste ano a Capcom resolveu lançar uma demonstração gratuita que focou no modo história que não agradou ninguém. Ao invés de mostrar mecânicas de jogo, que apesar de já conhecidas – afinal, este é o quarto jogo da série Marvel vs Capcom -, acabou focando no início do modo história com lutas bem sem graça. O tiro quase saiu pela culatra e os fãs começaram a desdenhar o novo jogo, principalmente depois do surgimento de Dragon Ball FighterZ.

No entanto, após novos testes, os quais também pudemos nos aventurar ainda mais no modo história, estava ficando claro que a Marvel e a Capcom estavam fazendo um bom trabalho. A versão final do game chega para tentar convencer os fãs incrédulos de que o game vale a pena e podemos dizer que realmente vale, já que estamos diante de um verdadeiro Marvel vs Capcom, que assim como a grande maioria dos jogos da Capcom acerta em pontos importantes, mas peca em alguns outros que podem incomodar alguns jogadores.

Onde estão os X-Men?

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Desde o seu anúncio, Marvel vs Capcom Infinite acabou criando uma expectativa enorme em torno dos personagens que fariam parte do plantel de lutadores e muita gente já estava empolgada para jogar com os famosos e queridos X-Men. O tempo foi passando, novos lutadores eram anunciados e nada de Wolverine, Ciclope, Vampira, Gambit ou Magneto. E assim foi até a versão final, que não traz absolutamente nenhum X-Men. A Capcom e a Marvel até chegaram a dizer que as mecânicas de jogo de alguns dos personagens clássicos estavam sendo empregados nos lutadores novos que Infinite está nos trazendo, mas não parece ser o bastante. Como essa onda dos jogos de luta da Marvel começou lá com X-Men Children of the Atom (1994), se estendeu para Marvel Super Heroes (1995) e começou de vez o embate entre personagens da Marvel e Capcom (1997) com X-Men vs Street Fighter, é impossível desassociar um game da franquia sem querer que os mutantes mais conhecidos do mundo façam parte da história toda.

No entanto, apesar da falta enorme que os X-Men fazem em Marvel vs Capcom Infinite, a escolha dos personagens não é ruim. Temos no total de 30 personagens na tela de seleção inicial, sendo 15 da Capcom e 15 da Marvel. Pelo lado da Capcom temos Arthur, Chris Redfield, Chun-Li, Dante, Firebrand, Frank West, Jedah, Mega Man X, Mike Haggar, Morrigan, Nathan Spencer, Nemesis, Ryu, Strider Hiryu e Zero. Pelo lado da Marvel temos Capitão América, Capitã Marvel, Doutor Estranho, Dormammu, Gamora, Gavião Arqueiro, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Hulk, Motoqueiro Fantasma, Nova, Rocket Racoon, Thanos, Thor e Ultron. Todos os personagens possuem um bom carisma e design, apesar de que a parte gráfica poderia ser melhor como um todo, já que os modelos dos lutadores parecem bem mais simples do que vimos, por exemplo, em Street Fighter V. Outros personagens já foram anunciados como DLC e o primeiro pacote contará com 6 novos lutadores. Então, apesar dos 30 personagens iniciais parecem poucos se compararmos com Marvel vs Capcom 2 ou Ultimate Marvel vs Capcom 3, dá pra ter uma ideia que poderemos passar dos 50 conforme a Capcom e a Marvel adicionarem mais lutadores. O problema é que todos custarão um valor a mais depois que você compra o game.

Voltando a jogar em duplas, mas com uma Joia do Infinito no bolso

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Se Marvel vs Capcom 2 e 3 nos permitiam escolher 3 personagens, agora Marvel vs Capcom Infinite volta aos tempos do primeiro jogo da franquia e só é possível escolher dois lutadores. Particularmente gosto desta ideia, já que as lutas se tornam mais difíceis e mais cadenciadas, já que assim temos uma barra de energia a menos e a velocidade do combate é um pouco menor. Marvel vs Capcom 3 trazia lutas insanamente rápidas e técnicas, Marvel vs Capcom Infinite parece querer agradar tanto quem manja muito de jogos de luta quanto quem não entende tanto assim, mas quer se divertir.

No geral a jogabilidade é exatamente a mesma de sempre, com muitos ajustes em comparação com os jogos anteriores que acabam tornando este Marvel vs Capcom Infinite um jogo a altura de seu legado. Porém, podemos agora fazer uso de uma das seis joias do infinito, que caracterizam a grande mudança dentro das mecânicas do jogo, mesmo que isso não seja algo novo e foi utilizado em Marvel Super Heroes em 1995. No entanto, agora as coisas estão ainda melhores.

As Joias do Infinito e sua importância dentro de Infinite

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O nome do jogo já faz referência para as joias e assim como elas são importantes no universo da Marvel, passam agora a ter total importância dentro do universo de Marvel vs Capcom. Ao selecionarmos os lutadores, logo em seguida as 6 Joias do Infinito ficam disponíveis para escolha, dentre as joias do Tempo, Poder, Realidade, Mente, Alma e Espaço. Cada uma delas possuem características próprias e dependendo do lutador que você escolher, suas habilidades poderão ganhar um grande upgrade. Usar Hulk, um lutador pesado, com a Joia do tempo, faz com que ele fique mais rápido por alguns instantes ao apertarmos L1/LB. Mas quando a energia da Joia está cheia e fazemos uso total de seu poder, o que altera inclusive o aspecto do cenário, Hulk fica insanamente violento e rápido. E assim vai, permitindo que o jogador possa realizar experimentos e encontrar a sua melhor dupla junto com uma joia do infinito que se encaixe perfeitamente com os personagens escolhidos.

As demais Joias são tão legais quanto a do tempo. A Joia do Poder deixa os lutadores mais fortes e causando mais dano; A Joia da Mente permite encher a barra de especial enquanto está ativa ou deixa o adversário tonto, encadeando grandes chances de combo; A Joia da Realidade cria um campo perigoso ao inimigo, que permite que cada botão crie forças elementais na tela totalmente destrutivas; A Joia da do Espaço cria um campo limitadíssimo que prende o inimigo dentro de um campo de curto alcance; A Joia da Alma permite tirar energia do adversário e também reviver um aliado caído. São tantas possibilidades e estratégias que as Joias do Infinito adicionam ao game, que é impossível não se divertir com os combates de Marvel vs Capcom Infinite.

O Modo História

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Aproveitando a onda dos jogos de luta com modo história, nada mais conveniente do que utilizar o poder que a Marvel possui para criar boas aventuras com seus personagens. Na demonstração que saiu durante a E3, foi possível ter uma ideia de como seria este modo história de Marvel vs Capcom Infinite, mas sinceramente aquele começo não empolga tanto quanto deveria. A história que a Marvel criou junto com a Capcom para Infinite é realmente muito boa e abre espaço para um arco bem interessante no futuro e só é possível entender por completo o que pode estar a nossa espera se jogar a história até o final. Fica muito evidente que a seleção de personagens tem muito a ver com a história que escolheram pra contar e existe uma influência enorme do Universo cinematográfico da Marvel. A presença de Thanos por exemplo tem tudo a ver com a próxima fase dos filmes da casa das ideias e o uso das Joias do Infinito também.

Como muitos devem saber, Ulton se aliou a Sigma, formando o vilão Ultron Sigma e através de um vírus ele pretende modificar a raça humana em prol de suas duas inteligencias artificiais. A escolha do vilão não poderia ser melhor para a primeira aventura em um modo história para Marvel vs Capcom e as motivações de Ultron e Sigma são bem legais. A história nos mostra o que ocorre depois que os vilões se unificam, criando uma colisão de universos que explica o motivo dos mundos da Capcom e da Marvel estarem unidos, dando ainda mais sentido ao crossover. A narrativa é bem legal e é como se estivéssemos assistindo a uma animação da Marvel, com o bônus de vermos personagens da Capcom junto com eles na batalha. Mas o que ocorre na história mostra que teremos uma unificação ainda maior dos elementos de cada uma das empresas no futuro e não me espanta se vermos um DLC com o modo história para Marvel vs Capcom Infinite. Resumindo, o modo história de Marvel vs Capcom Infinite não é o melhor que você vai ver no mundo dos games de luta, mas é tão bom quanto os da NetherRealm com Mortal Kombat e Injustice e bem melhor do que vimos em Street Fighter V.

Viva o Modo Arcade!



Depois de muitas reclamações por conta da falta do modo Arcade em Street Fighter V, parece que a Capcom aprendeu com seus erros e fez a lição de casa, entregando um jogo bem recheado tanto online quanto offline. Além do modo história, que possui 3 horas de duração em média, temos também o bom e velho Modo Arcade, Modo Versus contra outro jogador ou contra o computador, Treinamento, Modo de Missões com muitas tarefas que são ótimas para aprender combos com todos os lutadores, Coleção – onde é possível rever os vídeos do modo história, artes conceituais, ouvir vozes dos personagens e etc – além é claro do modo online, que conta com saguão de batalha, partidas casuais, ranqueadas e muito mais.

O modo Arcade possui 7 batalhas, sendo 6 contra inimigos normais e a batalha final, contra Ultron Omega, um personagem que lembra muitos os demais chefes finais de Marvel vs Capcom e também o Omega Sigma da série Mega Man X. Não há muito o que dizer quanto ao modo em si, basta derrotar todos os inimigos para chegar ao final, mas infelizmente não existe nenhuma animação após derrotar o chefão. Se pensarmos que no passado o Modo Arcade servia para contar a história dos jogos de luta e que hoje em dia a grande maioria destes jogos contam com um modo dedicado à história, podemos perdoar a falta de finais. Mas é um pouco decepcionante chegar ao fim do modo Arcade e não ver nada além de uma tela de parabéns.

Modo Online

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Nós recebemos Marvel vs Capcom Infinite muito tempo antes do lançamento e foi praticamente impossível ter uma real experiência do modo online. Consegui jogar no Saguão de Batalha, sem muitos problemas, mas não consegui encontrar partidas casuais ou ranqueadas, provavelmente pela falta de jogadores. Uma das grandes preocupações com Marvel vs Capcom Infinite era se a Capcom conseguiria garantia a qualidade do modo online e servidores do jogo, mas como o game ainda não foi lançado não poderemos dar detalhes sobre isso. Inclusive nossa análise poderá ter a nota final alterada após todos os testes neste modo online após diversas horas de jogo, então guarde este link caso queira saber mais sobre isso durante esta semana.

Conclusão

Pensando na experiência que Marvel vs Capcom Infinite nos trouxe, sem contar com o modo online como explicamos acima, estamos diante de um ótimo jogo de luta que vai agradar quem gosta muito da franquia ou quem nada conhece dela. A falta de um plantel de personagens melhor pode afastar muita gente do jogo, mas o grande chamativo de Marvel vs Capcom Infinite está em sua jogabilidade bem balanceada e cheia de possibilidades. Então não há como não recomendar este jogo, que renova a franquia, cria um belo arco na história que da ainda mais sentido a presença de diversos personagens, mesmo que a falta dos X-Men e alguma facilidades na jogabilidade, como os rush combos – combos executados com apenas um botão – possam tirar um pouco do brilho que o jogo poderia ter.

Marvel vs Capcom Infinite pode mudar bastante durante o tempo, com mais personagens – inclusive os X-Men, quem sabe – e outros chamativos, mas a falta de um visual mais elaborado e de personagens mais chamativos pesa contra a versão final e atual do game. Mas não se engane, Marvel vs Capcom Infinite é muito divertido e merece sua atenção.



PONTOS POSITIVOS

  1. Jogabilidade viciante;
  2. Boas músicas e cenários;
  3. Modos de jogo;
  4. Modo história vale a pena;
  5. As Joias do Infinito acrescentam ótimos elementos ao game.


PONTOS NEGATIVOS

  1. A seleção dos personagens poderia ser melhor;
  2. Gráficos poderiam ser melhores;


VEREDITO

Marvel vs Capcom Infinite é um jogo que vai dividir opiniões, por conta do plantel de personagens inicial e pela aguardada quantidade de DLCs que virão durante o ano. A Capcom consegue agradar com um belo jogo de luta, com mecânicas muito viciantes, mas a falta de personagens mais chamativos pode realmente afastar muita gente. No entanto, trata-se de um fighting game muito competente e divertido que merece sua atenção.

Fonte: Comboinfinito

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19 Set, 2017 - 01:39

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