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Com o Xbox One X, a Microsoft quer acabar com esse lance de ‘nova geração de consoles’

É o console mais poderoso de todos os tempos. Mas não diga que é de "nova geração".

O Super Nintendo não rodava games de Nintendinho. O Dreamcast não rodava jogos de Saturn. O Playstation 4 não roda jogos de Playstation 3. Na história dos consoles modernos, retrocompatibilidade é uma exceção e nunca uma regra; quando rola, costuma ser algo limitado a uma única geração — os modelos mais recentes de PS3, por exemplo, não contam com suporte para jogos de Playstation 2.

Com o recém-anunciado Xbox One X — nome oficial do console conhecido anteriormente como Project Scorpio — a Microsoft dá um passo para mudar isso. É um tremendo salto em relação ao Xbox One, mas não é uma nova geração. É só um Xbox One mais potente, bem mais potente.

Com custo de 499 dólares (dobro do preço do Xbox One S), o One X pode afirmar, sem medo de ser feliz, que é o "console mais poderoso de todos os tempos". O chip gráfico de 6 teraflops é 50% mais poderoso que o do PS4 Pro, com banda de memória 50% maior também. Seu disco rígido é mais rápido, seu processador também, além de 12 gigas de memória RAM. A Microsoft se esforçou para oferecer jogatina em 4K real, com resolução integral de 2160p com HDR e modelos e texturas de maior resolução, uma cutucada nas resoluções abaixo de 4K comuns ao PS4 Pro, bem como sua falta de um Blu-ray em 4K.

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A Sony vendeu seu PS4 Pro apenas como um PS4 mais poderoso e a Microsoft fez o mesmo com o Xbox One X. Todos seus games de Xbox One irão funcionar nele — e ainda melhores. Games futuros possivelmente se valerão da potência do console, mas ainda assim funcionarão em máquinas mais antigas. Os games serão criados para a "família Xbox One", mas a mensagem da Microsoft é levemente diferente num ponto crucial: a Sony não parece interessada em te deixar jogar games antigos e nem deu sinais de que o próximo Playstation rodará jogos de hoje.

Pense no iPhone. Quando a Apple lança novas versões do iOS, elas são disponibilizadas para todos os modelos do aparelho fabricados nos últimos cinco anos. Todos recebem nova interface e funções, exceto aquelas que exigem hardware mais novo (caso do 3D Touch ou Apple Pay). Quando você baixa um aplicativo, há um app em uma loja que roda em anos e anos de iPhones. A diferença é que roda melhor em aparelhos mais novos e com uma ou outra função extra. Ao trocar seu aparelho por um mais novo, seu conteúdo e aplicativos te acompanham.

É isso que a Microsoft quer trazer para o mundo dos consoles. Ela deu duro para fazer com que quase 400 títulos de Xbox 360 rodem no Xbox One e acaba de anunciar que fará o mesmo para os games do Xbox original. Agora, quatro anos após o lançamento do Xbox One, ela lança um console muito mais poderoso que não só é retrocompatível, como é simplesmente compatível. Ele suporta literalmente todos os mesmos aplicativos e games, bem como novos apps e games rodarão no modelo mais antigo. Da mesma forma que um iPhone 7 e um iPhone 5S rodam os mesmos apps e jogos.

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No começo do ano, o pessoal do site de resenhas de produtos Engadget conversou com o chefão do Xbox, Phil Spencer, e suas intenções eram bem claras. Assim como você pode trocar seu PC antigo por um novo e rodar os mesmos programas e jogos de um modo muito melhor, seu Xbox deveria fazer o mesmo sem toda a complicação de configurações e drivers do PC.

Há coisas como realidade virtual que o modelo anterior simplesmente não terá como fazer, da mesma forma que seu novo PC gamer poderia fazer coisas que o seu antigo não faria, ou como seu iPhone 7 tem a função retrato.

Ninguém espera que a Microsoft lance um console anual como a Apple faz com iPhones, mas dá pra imaginar algo assim acontecendo a cada três ou quatro anos. O Xbox One X cairia para 249 dólares, o Xbox One S sairia de linha e um novo Xbox seria lançado. Este novo com um chip gráfico de 20 teraflops, 24 gigas de RAM e um processador bem melhor. Mas e os seus games? Todos funcionando. Games de Xbox, de Xbox 360, games comprados em 2014 quando o Xbox One bombava. Com o passar do tempo, a maior vantagem do console pode muito bem ser a quantidade de jogos. Você poderia muito bem comprar um Playstation 6 ou o novo console da Nintendo mas e aqueles jogos todos?

Claro que mudar o curso da história dos games de forma a eliminar essa ideia de "gerações" de nada vale se ninguém comprar estes consoles e games. Antes que a Microsoft possa substituir o console por uma plataforma, tem que convencer os gamers de que o Xbox One é o melhor lugar para se jogar.

Fonte: Motherboard/Vice

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15 Jun, 2017 - 22:10

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