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13 grandes games que nunca foram lançados

Os cancelamentos mais tristes desde os tempos do NES até o presente

Todas as formas de entretenimento têm seus projetos inacabados, mas existe algo especialmente doloroso em aceitar que um game muito aguardado nunca será lançado. Nós nunca esperamos por isso, então não é exatamente como a perda de um ente querido; é mais como passar anos se preparando para visitar um lugar especial, para no final descobrir que o local foi apagado do mapa, ou irremediavelmente danificado. Por conta da interatividade dos games, perder tais experiências é como perder memórias reais.

Milhares de jogos tiveram esse trágico destino. Nós sequer sabemos o nome de muitos deles. Outros, no entanto, foram anunciados para multidões em grandes eventos como a E3 – o que sempre gera muito falatório. Confira abaixo 13 games que tiveram o azar de serem cancelados.

Fable Legends - PC, Xbox One



Fable Legends é o azarado mais jovem dessa lista, já que o game foi cancelado em março de 2016. Sua jogabilidade voltada para um conceito multiplayer é popular em jogos como Evolve, em que um jogador age como vilão enquanto outros quatro tentam derrotá-lo. O principal apelo de Legends seria manter a essência da franquia Fable, com emotes de "flatulência" individuais para cada herói, e tendo como hub do jogo a incrivelmente vibrante cidade de Brightlodge.

Mas as suspeitas de seu destino infeliz apareceram logo depois de seu anúncio em 2012, por meio dos frequentes atrasos, do silêncio da mídia sobre o game e da mudança para um modelo free-to-play no início de 2015. No final das contas, o anúncio do cancelamento de Fable Legends já era imaginado -- por outro lado, o que pegou a todos de surpresa foi o fechamento da desenvolvedora Lionhead Studios. Não tivemos outro game com a mesma grandeza de Fable II, de 2008. Mas era divertido pensar no que ainda poderia ser produzido pelo estilo e entusiasmo de Peter Molyneux, fundador da Lionhead.

LMNO - PC, Xbox 360, PlayStation 3

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Imagem de LMNO, game de ação e aventura de Steven Spielberg que foi cancelado.

Steven Spielberg já esteve envolvido com games por meio de uma parceria de consultoria com a Electronic Arts -- embora o único título resultante dessa união tenha sido o puzzle Bloom Blox, lançado em 2008. Mas em LMNO, desenvolvido pela Arkane Studios, teríamos a chance de descobrir o que o aclamado diretor de cinema poderia fazer com um game focado em narrativa.

As poucas imagens existentes do projeto são bem interessantes: mostram um restaurante estilo anos 1950 e uma mulher de aparência alienígena chamada Eve. Como é esperado de qualquer projeto em que Steven Spielberg esteja envolvido, LMNO aprofundaria laços emocionais por meio de uma inesquecível aventura em primeira pessoa, que combinaria elementos de RPG e sequências de fuga em parkour. Mas o projeto não durou muito. Em 2010, a EA confirmou o cancelamento de LMNO.

Segundo o site 1UP, as razões do cancelamento se resumiam à ideia muito ambiciosa do projeto, que envolvia novos tipos de combate e de interação com os personagens. Em última análise, os executivos da EA não gostaram da demo apresentada e parte da equipe foi demitida em 2008. No ano seguinte, o projeto caiu nas mãos do desenvolvedor Louis Castle, que tentou transformá-lo em um game mais tradicional chamado The Escape Artist -- mas na época a EA estava mais empolgada com o desenvolvimento de outros games e acabou deixando este projeto de lado também.

Prey 2 - PC, PlayStation 3, Xbox 360



O caso de Prey 2 é triste. Ele teria sido o shooter em primeira pessoa que seguiria os eventos de Prey, lançado em 2006, mostrando a história de um humano caçador de recompensas em um mundo alienígena chamado Exodus. O trailer cinematográfico exibido durante a E3 mostrou muito do que perdemos -- incluindo gangues alienígenas se enfrentando ao som de Johnny Cash. Mas em 2011, a produção da desenvolvedora Human Head paralisou.

A princípio, a Bethesda teria dado à equipe um ano extra de desenvolvimento após o anúncio de Prey 2 durante a E3 daquele ano. Mas, preocupada com o planejamento, ferramentas e técnicas usadas pela Human Head, a empresa decidiu retirar os investimentos do projeto. Em 2012, a Bethesda negou os rumores sobre o cancelamento de Prey 2, dizendo que tudo não passava de um atraso, já que o desenvolvimento não havia progredido satisfatoriamente em 2011 -- e por este motivo o jogo não estava nos padrões de qualidade da empresa. Entretanto, em 2014 a Bethesda confirmou o cancelamento de Prey 2. Abrindo as portas para a polêmica, em 2013 um ex-funcionário da Human Head publicou em seu Twitter que o infeliz destino de Prey 2 foi "político e mesquinho", já que o game seria muito louco e divertido.

Vale lembrar que um novo Prey foi anunciado durante a conferência da Bethesda na E3 2016. O game está a cargo da desenvolvedora Arkane Studios e será uma espécie de reboot do original de 2006, focado em thriller psicológico e perspectiva em primeira pessoa.

B.C. - Xbox

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Screenshot do game cancelado B.C

B.C é uma obra-prima perdida da maravilhosa era da história dos games quando Peter Molyneux era cheio das grandes ideias e o mundo ainda acreditava que o game designer as colocaria em prática. Desenvolvido pela Lionhead, B.C não era apenas um belo lugar onde dinossauros se divertiam ao lado de primatas, ele também apresentava uma cadeia alimentar onde as criaturas do topo massacravam as demais.

A Inteligência Artificial era impressionante para os games da mesma época, tanto para os animais ao redor quanto para a tribo que você ajudaria a evoluir durante o jogo. Parte do declínio do projeto foi novamente a ambição, embora Joe Rider, ex-membro da equipe de desenvolvimento, tenha contado ao site Games TM que 75% do trabalho estava pronto quando o projeto estacionou. E isso aconteceu por questões internas da Lionhead, que atrasaram o desenvolvimento, e por conta da empresa dedicar todos os esforços ao lançamento de Fable para Xbox, antes mesmo do Xbox 360 chegar às prateleiras.

O próprio Molyneux anunciou oficialmente o cancelamento de B.C. em 2004, mas sem descartar a possibilidade de retomar o projeto em algum momento. Infelizmente, isso não aconteceu. Hoje, B.C pode ser considerado um fóssil, mas, pelo menos, tivemos um vislumbre do que poderia ter sido o game por meio da divulgação de algumas imagens inéditas.

Silent Hills - PlayStation 4



Um game dirigido por Hideo Kojima e Guilherme Del Toro? Mesmo sem estar finalizado, Silent Hills já podia ser considerado um grande jogo apenas pela incrível combinação desses dois nomes.

Os detalhes mais aprofundados sobre o game não foram revelados, mas o potencial do que poderia vir pela frente foi brilhantemente demonstrado pelo Playable Teaser lançado em 2014 na Playstation Network: P.T era aterrorizante em seus gráficos realistas, apresentando um passeio em primeira pessoa por um corredor repleto de enigmas. Entretanto, a Konami anunciou o cancelamento de Silent Hills durante a mesma onda de polêmicas que afetou o trabalho de Kojima durante a divulgação de Metal Gearl Solid V: The Phantom Pain. De acordo com Del Toro, não foi um cancelamento gentil e ambíguo, conforme havia sido anunciado pela Konami.

Mas, olhando pelo lado positivo, a dupla Kojima e Del Toro continuou firme e forte, e durante conferência da Sony na E3 2016 o desenvolvedor anunciou Death Stranding, o aguardado novo título da Kojima Productions.

Star Wars 1313 - PC, PlayStation 4, Xbox One



A ideia por trás de Star Wars 1313 parece muito simples e perfeita. O jogo de aventura e ação em terceira pessoa ambientado no universo de Star Wars deveria se diferenciar dos demais por se manter longe de personagens sensíveis à Força, focando no caçador de recompensas Boba Fett mergulhado nas entranhas de Coruscant.

Seria um game sobre armas e ferramentas, ao invés de mágica espacial e filosofia. Mas essa fantástica ideia teve fim em 2013, quando a Lucasfilm encerrou o jogo com a justificativa de que era necessário minimizar o risco da empresa enquanto criava um portfólio de qualidade de games da franquia Star Wars. A companhia também deixou claro que não havia chances de um licenciamento do projeto fora da LucasArts.

No entanto, ainda há esperanças: em dezembro de 2015, a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, anunciou que pensaria em uma forma de reaproveitar a ideia de Star Wars 1313. Até o momento não há pistas de como isso seria feito, então só nos resta esperar.

Thrill Kill - PlayStation

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Personagens do ultra-violento - e cancelado - game de luta Thrill Kill.

Com um nome desses, não é muito difícil imaginar os motivos pelos quais o game foi cancelado. Mas a situação é pior do que parece. Thrill Kill foi projetado como uma arena deathmatch no inferno, na qual os personagens lutam entre si por uma chance de reencarnação. De fato, a ideia era divertida. Mas os personagens e os golpes fatais eram tão grotescos que o projeto foi censurado como conteúdo impróprio para menores de 18 anos.

Imagine Cleetus T. Radley, um caipira de macacão jeans que espanca pessoas com uma perna amputada de uma vítima minutos antes de cada partida. Em seu fatality, ele arranca a cabeça do oponente e bebe o sangue que dela escorre -- este é apenas um exemplo da lista bizarra de personagens. Acontece que Thrill Kill estava pronto para ser lançado durante a temporada de férias de 1998, mas em agosto do mesmo ano a Electronic Arts havia comprado os diretos do game e de todas as outras propriedades da Virgin Interactive.

Segundo Pat Becker, porta-voz da EA na época, a empresa tomou a decisão de fechar o projeto assim que adquirisse os direitos do jogo, por conta de sua natureza violenta e insensata. Ainda assim, durante anos versões ilegais do game foram encontradas pela internet.

StarCraft: Ghost - GameCube, Xbox, PlayStation 2

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Captura de tela de Starcraft: Ghost.

No início dos anos 2000, a Blizzard Entertainment procurava formas de expandir os ricos mundos de seus jogos de estratégia, entre outros gêneros, e todos sabemos como essa experiência funcionou bem com o universo de Warcraft. Mas havia então o projeto de Starcraft: Ghost, um shooter furtivo em terceira pessoa protagonizado pela espiã psíquica Nova.

A história se passava anos depois da expansão Blood War. O game sofreu sucessivos atrasos desde o anúncio, em 2002. A primeira versão do jogo estava por conta da Nihilistic Software, até que em 2004 a Swingin’ Ape Studios tomou a liderança. Pouco depois, a Blizzard decidiu colocar o projeto em hiato, enquanto pesquisava o potencial dos consoles da sétima geração – mas Starcraft Ghost não havia sido oficialmente abandonado até então. Apenas em 2014 o CEO da Blizzard, Michael Morhaime, confirmou ao Polygon que o projeto estava encerrado (juntamente com Titan, o tão aguardado MMORPG da próxima geração).

Starcraft: Ghost pode ter morrido, mas a espiã Nova se saiu ilesa. Atualmente, ela é uma heroína jogável em Heroes of the Storm, além de também dar as caras em uma missão de Starcraft 2: Heart of the Swarm. Em 2006, sua história ganhou um livro por Keith R.A. DeCandido, escritor de ficção científica que já trabalhou em livros da série Star Trek e de Warcraft.

Star Fox 2 - Super NES

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Captura de tela de Star Fox 2.

Star Fox 2 é um pouquinho diferente dos outros jogos da lista, já que estava completamente pronto quando a Nintendo puxou "desligou" o projeto um pouco antes do prazo de entrega, em 1995.As sequências de batalhas em 3D se assemelhavam às do Star Fox original, mas a ideia de sair de uma luta para a outra dependia das viagens que o jogador tinha que fazer pelo mapa do sistema solar local para interceptar as naves inimigas.

O jogo possuía tecnologia 3D avançada para os padrões do SNES, console para o qual foi projetado. Mas aparentemente não era o suficiente. Em 2014 o programador principal de Star Fox 2, Dylan Cuthbert, contou ao Eurogamer que, na época, a Nintendo pretendia lançar o Nintendo 64 um ano antes do programado, mas para isso acontecer teve de cancelar o lançamento de Star Fox 2. A empresa temia criar um conflito na percepção do público de como um game 3D deveria ser.

No final, Cuthbert afirmou que a Nintendo "entalou Star Fox 2, apesar de o jogo estar finalizado, e usou muito de seu código em Star Fox 64, sem pagar um centavo à equipe desenvolvedora".

Mega Man Universe - XBLA, PSN



Antes de existir um Super Mario Maker, existia – ou deveria existir – um Mega Man Universe. O jogo foi pensado como um lançamento para download na Playstation Network e na Xbox Live Arcade; a campanha de plataforma side-scrolling foi inspirada em Mega Man 2 e algumas fases poderiam ser jogados com personagens de outras séries, como Arthur de Ghosts ‘n Goblins ou uma das muitas encarnações de Mega Man.

Mas isso era um espetáculo a parte. O real apelo de Mega Man Universe estava na possibilidade dos jogadores criarem e compartilharem suas próprias fases de Mega Man. Entretanto, não era pra acontecer. Os primeiros previews detonaram o jogo por seu estilo artístico e controles sem resposta e o golpe maior veio quando o criador de Mega Man, Keiji Inafune, deixou a Capcom em outubro de 2010. Inicialmente, a Capcom tentou evitar possíveis polêmicas sobre o cancelamento e colocou panos quentes na situação, dizendo que havia abandonado o projeto devido a "circunstâncias diversas".

Six Days in Fallujah - PC, PlayStation 3, Xbox 360

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Captura de tela de Six Days in Fallujah.

"Muito em breve", provavelmente alguém sussurra ao ouvir o nome de Six Days in Fallujah, e eles podem estar certos. Desenvolvido pela Atomic Games e originalmente programado para ser publicado pela Konami, Six Days in Fallujah era um shooter tático inspirado na Segunda Batalha de Fallujah, conflito real ocorrido em 2004, durante a Guerra do Iraque.

A batalha presenciou o mais intenso combate urbano por forças militares dos EUA desde a Guerra do Vietnã, e mais de 200 soldados norte-americanos, britânicos e milhares de civis iraquianos perderam a vida. Mas havia muito mais na ideia do jogo: a semente havia sido plantada muito antes da batalha, mas depois que um marinheiro com quem o estúdio trabalhava perguntou se a Atomic gostaria de transformar o jogo em uma exploração de como era o campo de batalha. A Atomic concordou, citando o potencial dos games em contar histórias e de capturar a miséria e o horror da Guerra.

A revolta do público foi imediata. Alguns críticos consideraram a decisão insensível, e outros ficaram preocupados que jovens muçulmanos pudessem se ofender com a ideia. Em abril de 2009, a controvérsia foi tanta que a Konami anunciou finalmente que não publicaria mais o game. Assim, Six Days in Fallujah não foi oficialmente cancelado, mas a essa altura do campeonato, é como se tivesse sido.

Tom Clancy's Rainbow Six: Patriots - PC, Xbox One, PS4

Tom Clancy's Rainbow Six: Patriots era shooter tático em primeira pessoa que buscava abordar questões contemporâneas, mas desta vez centrou-se em um grupo de insurgentes chamados de "Patriotas Verdadeiros" que se encarregavam de corrigir os erros cometidos por Wall Street.

Como você pode imaginar a partir do gênero, as táticas foram um pouco mais violentas do que as usadas em Occupy, e a Ubisoft contou essa história por meio de cinematics interativas impressionantes. De acordo com o artista técnico Oliver Couture, o que de fato matou o projeto foi que o time sentiu que todo o impacto do ambiente destrutivo que havia planejado para a próxima geração de consoles acabou minando tudo o que a velha geração de Patriots poderia oferecer.

Eles tentaram fazer isso funcionar, mas chegaram à conclusão de que a melhor solução era apagar, redefinir tudo e fazer o que era melhor para os jogadores. E assim nasceu o multiplayer Rainbow Six Siege, que não tem nenhum dos elementos narrativos que fez Patriots tão promissor. O que será que o falecido Tom Clancy pensaria a respeito?

Agent - PlayStation 3

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Captura de tela de Agent.

O "Agent" principal do aguardado thriller de espionagem da Rockstar North deve ser o maior agente secreto de todos, já que as pessoas têm falado dele desde 2007 – e até o momento ninguém sabe nada sobre ele. O máximo que vimos sobre o game é um logo e algumas capturas de tela, e sabemos que ele seria ambientado nos anos 1970, envolvendo assassinatos políticos e espionagem.

Mas acaba por aí. Agent nunca foi cancelado publicamente, e em 2010 a Rockstar anunciou que o exclusivo de PS3 ainda estava em desenvolvimento. Porém, em 2011, o CEO da Sony, Jack Tretton, revelou que não sabia se Agent ainda seria um exclusivo da Sony, e os temores ficaram ainda mais agitados quando o serviço de assinatura GameFly anunciou que o game havia sido retirado das filas dos usuários.

Ainda assim, a Take-Two Interactive renovou suas marcas no mesmo ano e, em dezembro de 2015, o artista da Rockstar Darren Charles Hatton publicou algumas novas imagens. Mas essa publicação era provavelmente por pura nostalgia. Ao contrário do que pode parecer, Agent já era.

Fonte: Ign

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02 Jan, 2017 - 11:48

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