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Jogamos: Resident Evil 7 renova a série com estilo e terror psicológico

Estamos a pouco menos de um mês do lançamento de Resident Evil 7, e como presente de Natal a Capcom convidou nossa equipe para uma sessão em que tivemos a oportunidade de conferir, com detalhes, um pouco daquilo que estará na versão final do game.

Se você já leu por aí que "Resident Evil 7 marca um novo rumo para a série", "Resident Evil 7 apresenta um estilo diferente do visto nos outros jogos da franquia" e coisas do gênero, fique sabendo que todas essas opiniões se encaixam perfeitamente naquilo que tivemos a oportunidade de conferir – e as nossas impressões estão a seguir.

Lar, (não tão) doce lar

Quem está acompanhando todo o material divulgado pela Capcom para promover Resident Evil 7 certamente sabe que o game terá seus eventos ambientados em uma casa. Entretanto, nenhum deles mostrou o tamanho do lugar e a quantidade de cômodos e passagens existentes em um único lugar, nem mesmo a quantidade de eventos que eles podem gerar.

A nossa demonstração começou exatamente do ponto que você pode ver a seguir. Nele, Ethan, o protagonista do game, está participando de um jantar com a família Baker, mas as coisas não vão muito bem para ele. É desse ponto em diante que tivemos a chance de controlá-lo para desvendar um pouco mais daquilo que acontece na casa.

ImagemA mansão dos Baker, onde se passa a maior parte do jogo


De cara, o que podemos dizer é que, em alguns momentos, o seu progresso vai consistir em ir e voltar para o mesmo lugar trazendo algum item que não estava em seu poder anteriormente. Porém, isso não pode ser visto como algo ruim, já que, sem spoilers, as coisas nem sempre vão estar do mesmo jeito (sim, talvez seja uma boa estar preparado para alguns sustos).

Via de regra, boa parte daquilo que tivemos a chance de ver nesse trecho surgiu da vontade de Ethan de se manter vivo enquanto Jack, o patriarca dos Baker, seguia na sua cola. E é aqui que mora um ponto que nos chamou a atenção: além da mudança de perspectiva (agora o jogo é em primeira pessoa), a Capcom também conseguiu criar uma atmosfera na qual você fica com receio de avançar de qualquer maneira e ser ameaçado ou eliminado por apenas uma pessoa.

Terror pscicológico? Anotado

É aqui onde percebemos que a produtora também decidiu mudar um pouco o rumo de como as coisas acontecem em Resident Evil 7. Quem jogou os títulos passados deve se lembrar que determinados episódios foram caracterizados por sustos que não vinham necessariamente de um inimigo puxando a perna do protagonista, mas de um barulho um pouco mais ensurdecedor como foi visto com Nemesis em Resident Evil 3. Aliás, Jack promete fazer algo parecido aqui.

Não foram poucas as vezes em que estávamos andando pela casa e, de repente, nos deparamos com o vilão pronto para fazer algum tipo de ameaça ou mostrar quem manda no local. A sensação de impotência, muitas vezes, faz com que você sinta tanta raiva de só poder se defender no começo (algo que ajuda a perder menos energia quando atingido) que não é difícil querer despejar toda a sua munição na direção de Jack sempre que encontrá-lo.

ImagemJack: a pedra no seu sapato em Resident Evil 7


Porém, essa não é uma boa ideia. As balas são úteis contra Jack, mas é preciso usá-las com cautela, já que ele não é a única ameaça que você vai encontrar por aqui. Antes de a demonstração terminar, tivemos a oportunidade de dar de cara com um Molded, inimigo com um aspecto um pouco mais sombrio e do qual pudemos apenas correr (sabe como é, imaginamos que uma pistola talvez não fizesse tanto efeito contra ele).

E é aí que fica uma dica: vasculhar o cenário pode render boas surpresas, seja no que diz respeito a encontrar itens e ou ter a chance de encontrar um recurso útil em uma batalha. Voltemos ao caso de Jack: em uma de suas aparições, o protagonista está perto de um carro e das chaves dele. O tanque está cheio, o protagonista sabe dirigir... Algo levemente tão simples quanto somar dois com dois para ter uma ideia de como se dar bem aqui. Ou algo próximo disso.

Exploração? Também está no pacote

Andar pela casa dos Bakers pode render diversas surpresas para os olhares mais atentos, como o fato de encontrar itens que podem ser combinados para gerar recursos para sobreviver, colecionáveis e até mesmo pílulas estimulantes que ajudam a encontrar todos os itens que estão em uma região.

ImagemAbra todas as portas que puder, muitas vezes elas podem esconder itens ou recursos importantes


Ao utilizar uma você terá acesso à localização de diversos itens, sejam eles colecionáveis ou úteis para o seu avanço. Ao menos durante a jogatina não percebemos se ela possui um tempo máximo de duração, já que pudemos andar por um cômodo inteiro e até mesmo por uma pequena passagem secreta e perceber que as indicações ainda permaneciam.

Por falar em passagem secreta, é válido mencionar que ao menos as que tivemos acesso só são abertas caso você consiga resolver um quebra-cabeça. Vimos duas delas ao longo da sessão, mas notamos algo que talvez possa incomodar: apesar de utilizarem recursos diferentes, ambos envolviam a mesma mecânica e isso talvez incomode algumas pessoas. Entretanto, como passamos por apenas um trecho do jogo todo, é provável que outras situações sejam apresentadas ao longo da aventura.

As suas andanças também vão levá-lo a encontrar fitas com gravações feitas por Mia (a mulher do protagonista que está perdida) para entender um pouco mais daquilo que está acontecendo no local. Porém, mais que simplesmente acompanhar cenas, você vai ter a oportunidade de jogar esses trechos e juntar mais algumas peças à história contada aqui.

ImagemFala a verdade: você teria coragem de almoçar ou jantar com essa família?


A grande família

Após o término da sessão, saímos com a impressão de que Resident Evil 7 tem atributos para conquistar tanto aqueles que já se divertiram em games da série (pelo pouco que já pudemos ver em notícias ou vídeos, essa história não é tão desconectada assim do restante da franquia) ou para novatos que acabaram chegando ao novo Resident Evil por conta do estilo em primeira pessoa visto em Outlast ou Slender. Para conferir se isso que falamos é real, basta esperar até o dia 24 de janeiro, quando o game será lançado para PC, Xbox One e PlayStation 4.

Fonte: Bj

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24 Dez, 2016 - 20:39

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