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Por que Apple e Microsoft não estão usando os processadores mais recentes?

Na semana passada a Apple finalmente anunciou um novo MacBook Pro, foram 527 dias desde a última atualização. A Touch Bar é elegante e moderna, a tela é de encher os olhos e o preço é de doer no bolso. Mas há também um mistério.

Levou um ano e meio para a Apple atualizar um dos seus principais laptops e quando o update finalmente chegou, o pessoal de Cupertino decidiu usar o processador Intel Skylake que já tem um ano de idade – e não o novo chip Kaby Lake. A escolha seria surpreendente e irritante, mas a Microsoft fez exatamente a mesma coisa com o Surface Studio.

O que está acontecendo?

Em setembro, a Intel nos surpreendeu com uma nova microarquitetura para processadores, batizada de Kaby Lake. Ela é mais rápida do que a Skylake lançada no ano anterior, usa menos energia e funciona no mesmo soquete. Teoricamente, o Kaby Lake foi um aprimoramento de todos os fatores.

Além disso, muitos dos concorrentes da Microsoft e Apple já começaram a incorporá-lo em seus computadores. Dell, Razer, Lenovo e até a marcas menores como a MSI já possuem máquinas com o Kaby Lake.

A ausência da novidade nos principais produtos da Apple e Microsoft é notória. O novo Surface Studio, a atualização do Surface Book e todos os novos MacBook Pro possuem o Skylake.

Por quê?

No caso do novo MacBook Pro de 15″, a resposta é simples. "O chip Kaby Lake ainda não existe", disse um representante da Apple ao Gizmodo.

O Kaby Lake está sendo lançado lentamente e só está disponível em algumas formas e potências. O modelo de 15″ do laptop da Apple usa um processador quad-core que ainda não tem um equivalente do Kaby Lake. O notebook, inclusive, tem o processador mais rápido disponível hoje. O mesmo vale para o Microsoft Surface Studio e Surface Book — ambos usam um processador Skylake quad-core, que ainda não possui um equivalente na arquitetura Kaby Lake.

Evitando acidentes

No entanto, o Studio e Surface Book também estão usando placas de vídeo mais velhas, da série 900 da Nvidia. A Nvidia possui hoje chips mais poderosos e que consomem menos energia (a série 1000), que utilizam a arquitetura Pascal. Mas segundo a Microsoft, a série 1000 da Nvidia foi lançada muito tarde. A Apple deu a mesma justificativa para os processadores do MacBook Pro de 13″: demorou demais.

Perguntei aos representantes de ambas as companhias o porquê de terem escolhido CPUs e GPUs mais antigas se as versões mais recentes deveriam se encaixar em seus dispositivos facilmente. Os representantes explicaram que as empresas começaram a projetar esses dispositivos muito antes do Kaby Lake e do Pascal surgirem na cabeça da Intel e da Nvidia.

A principal declaração é que o Kaby Lake e o Pascal saíram tão tarde que se eles escolhessem utilizá-los, atrasariam o lançamento. Novas tecnologias, independente do quão boas são, precisam de testes consideráveis antes de serem adotadas. Um pequeno bug, principalmente em sistemas como o do Surface Studio ou do MacBook Pro, pode se tornar uma catástrofe se os engenheiros não tiverem cuidado.

Ainda que a Samsung não seja o assunto aqui, o show de horrores que foi o lançamento do Note 7 e seu recall não pode ser ignorado neste contexto. Há indícios que a companhia acelerou o lançamento do produto e acabou gerando todo o desastre. A Microsoft e a Apple já foram vítimas de erros semelhantes no passado e preferem agir com mais cautela.

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É frustrante que saber que a GPU utilizada pela Microsoft é significativamente mais lenta do que o chip Pascal disponível hoje. O lindo Surface Studio parece ter sido prejudicado. Ele ainda irá rodar games e renderizar trabalhos 3D com desenvoltura, mas saber que já existe algo ainda mais rápido pode irritar alguns usuários.

É um pouco menos frustrante no caso da Apple. Os processadores dual-core Skylake escolhidos para os MacBooks de 13″ usam bastante energia e com isso conseguem potencializar as velocidades do chip. Isso significa que ele consegue atingir velocidades próximas ao dos atuais modelos Kaby Lake.

O único lado negativo é a autonomia de bateria. A CPU da Apple gasta mais energia, o que significa que o computador precisa de uma bateria maior do que concorrentes como o Razer Stealth e o Dell XPS 13.

Se você pude suportar o peso adicional de uma bateria maior e não se importa em saber que um computador que custa no mínimo US$ 1.800 tem um processador com um ano de idade, os novos laptops da Apple não estão muito atrasados para você. Até mesmo a GPU antiga do Surface Studio não é tão ruim assim. É só um pequeno empecilho. Eu prefiro esse pequeno empecilho do que um dispositivo explodindo na minha cara.

Microsoft e Apple estão convencidas de que isso é mais importante do que a nossa necessidade por computadores mais rápidos.

Fonte: Gizmodo/Uol

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31 Out, 2016 - 15:16

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