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Análise de Call of Duty: WW2 de Tribo Gamer

Há muito tempo que Call of Duty não era tão bom.



Call of Duty: WWII não é o melhor Call of Duty de sempre, pelo menos na nossa opinião. Qual é? Parece-nos que esse título pertence a Modern Warfare. As boas notícias? WWII chega mais perto que qualquer outro jogo da saga. Existem melhoramentos importantes nos três setores que formam a experiência Call of Duty, nomeadamente a campanha, o online, e o modo zombies, e acreditamos que em termos de qualidade, WWII pode ficar para a estória como o Call of Duty que revigorou a série. Resta ver como será o seu impacto comercial, e como os jogadores vão aceitar este regresso à Segunda Guerra Mundial.

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Havia grande expetativa para perceber como estaria a campanha de estória, até porque a Activision andou a promovê-la como uma montanha-russa emocional, mas não esperávamos que cumprisse essa promessa com tamanha convicção. Vão jogar a maior parte da campanha com Ronald "Red" Daniels, um membro da Primeira Infantaria dos EUA que irá passar pelas praias da Normandia, pela libertação de Paris, e até pela Alemanha. A forma como a Sledgehammer capturou a autenticidade e a intensidade da Segunda Guerra Mundial surpreendeu-nos, num tom muito diferente do que o tinha feito no passado.

Além do impacto narrativo, a campanha inclui também algumas mudanças em setores clássicos da saga, como a ausência de regeneração automática de saúde. Num estilo a lembrar Elizabeth em Bioshock Infinite, o médico da equipe que acompanha o jogador vai arremessar kits de saúde ao protagonista, que o jogador pode depois aplicar. Isto não é instantâneo, e terão de estar alguns segundos fora de ação para aplicarem o kit. Além dos pacotes fornecidos pelo médico, podem encontrar outros espalhados pelo cenários.

Quase todos os membros do esquadrão do jogador tem habilidades: uns fornecem munições e outros conseguem identificar e marcar inimigos, por exemplo. Depois de utilizadas, as habilidades do esquadrão ficam algum tempo inacessíveis, mas esse tempo pode ser reduzido se eliminarem inimigos em sucessão. Considerando que o jogo pode ser bastante difícil, sobretudo nas dificuldades mais elevadas, vão querer todas as vantagens que conseguirem.

Ao longo da campanha apreciamos imenso o ritmo das missões e a sua variedade. Desde tiroteios cruzados entre os dois lados, a emboscadas e a perseguições, existe de tudo um pouco nesta campanha. Uma missão particularmente interessante coloca o jogador na pele de outra personagem, enquanto tentam passar como um agente nazi. Aqui terão de decorar a informação pessoal da agente e responder a perguntas de oficiais nazi, e até existem opções de diálogo ao estilo de um Mass Effect ou The Witcher. Um exemplo da variedade da campanha de Call of Duty: WWII.

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Não nos cansamos de repetir o quão impressionados ficámos com o modo narrativo deste novo CoD, mas sabemos que o modo online é o grande atrativo para uma percentagem considerável dos jogadores. Felizmente, também aqui encontramos várias novidades. A primeira é o Headquarters, uma área social que alberga vários jogadores, jogado numa perspetiva na terceira pessoa. É basicamente a versão CoD da Torre de Destiny. Podem interagir com outros jogadores, obter desafios, e experimentar armas na zona de treino, e se explorem, pode também descobrir algumas surpresas. Apreciamos imenso esta novidade, muito mais interessante do que uma série de menus que aparecem entre as partidas. Apenas um senão, que envolve as Loot Boxes. Os jogadores são avisados sempre que alguém comprou uma Loot Box, e são informados do conteúdo que esse jogador ganhou, numa clara tentativa de motivar os jogadores a comprarem Loot Boxes, mas já voltamos a este tema.

A outra grande novidade do online é o modo War, ainda que não seja idêntico ao modo com o mesmo nome que aparecia em World at War. Esta versão de War permite partidas de seis contra seis, com objetivos muito específicos e um foco maior na narrativa. Parece-nos um modo com potencial, mas o facto de apenas estar disponível em três mapas (mais serão acrescentados no futuro) limita o seu potencial. O objetivo de War parece-nos ser o de oferecer aos jogadores mais motivações para trabalharem em conjunto, para funcionarem mais como equipe. O número de mortes não é visível na tabela final, e os pontos ganhos por cada jogador está muito mais ligado aos objetivos que cumpriu ou ajudou a cumprir, do que o número de inimigos que abateu.

A experiência nuclear é muito semelhante ao habitual, com modos como Team Deathmatch, Search and Destroy, Hardpoint, e Capture the Flag. A Sledgehammer também introduziu Gridiron, que é basicamente Uplink dos jogos anteriores. É uma versão mais lenta, mas o objetivo é o mesmo - enfiar a bola na baliza.

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Toda a estrutura de subir de nível e de Prestige está de regresso, mas o estúdio decidiu retirar por completo o conceito de Perks, substituindo-os por treinos. São modificadores bem mais modestos que os Perks, e só podem ter um ativo de cada vez. As mudanças mais importantes surgem ao nível da escolha de divisão; estão disponíveis cinco, cada uma especializada numa classe de arma diferente. A divisão Expeditionary confere munições incendiárias à caçadeira, enquanto que a divisão Infantry permite equipar uma baioneta nas espingardas, por exemplo. Ao evoluírem as divisões vão desbloquear melhoramentos específicos, mas nunca é possível o nível de diversidade que o sistema de Perks permitia.

O modo online de Call of Duty: WWII é divertido, e existem boas novidades, mas não podemos deixar de referir as micro-transações e as Loot Boxes. Tudo o que vimos aparecer nestas Loot Boxes foram itens cosméticos, o que vai ao encontro do que a Activision tinha prometido, mas estamos curiosos para ver se isto permanecerá assim depois do lançamento. Também não somos fãs do sistema que referimos em cima, a avisar todos os jogadores de que alguém ganhou ou comprou uma Loot Box.

A campanha surpreendeu-nos, e gostámos das novidades do modo online, mas nada nos preparou para o modo zombie de CoD: WWII. A premissa é simples: fazem parte de uma equipa enviada para recuperar peças de arte roubadas pelos nazis durante a guerra, mas tudo descamba quando aparecem os mortos-vivos. O ator David Tennant lidera o pelotão com o seu sotaque escocês, acompanhado por Ving Rhames, Kathryn Winnick, Elodie Yung, e Udo Kier. Desta vez vão passar por um prelúdio que serve como tutorial, passado num mapa nevado, e com um tom muito distinto. Até vão achar uma pá que podem usar como arma, com ataques rápidos e fortes - um golpe bem aplicado por arrancar a cabeça de um zombie. Entre elementos a considerar são os pontos que permitem comprar itens, como armadura.

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Também podem adquirir modificações, que garantem vantagens específicas ao jogador, e existe um bom número de armas para experimentarem. Vão encontrar vários tipos de zombies pelo caminho: os básicos, os rápidos, os explosivos, e os resistentes, por exemplo. Até existem bosses para derrubarem, mas o que mais nos impressionou foi o design dos mapas. Não são enormes, mas têm grande verticalidade e várias rotas possíveis para irem do ponto A ao B. Ao evoluírem a personagem também ganham a capacidade para criarem a vossa própria classes, elegendo elementos como a arma e o equipamento, numa mudança mais próximo de algo como Killing Floor 2 do que os CoD anteriores.

Call of Duty: WWII é um jogo estupendo, com muito valor para oferecer ao jogador. Sim, existem as micro-transações, mas o que vimos não é suficiente para retirar brilho ao que é um jogo com grandes valores de produção, melhoramentos importantes em todos os setores, e boa variedade de conteúdo. Estamos a falar de um jogo que tem uma das melhores campanhas de Call of Duty, e possivelmente o melhor modo zombies. O modo online tem também grande qualidade, ainda que não tenha sido alvo de tantas mudanças quanto os outros dois setores da experiência. Call of Duty: WWII regressou à Segunda Guerra Mundial, mas mais importante ainda, regressou a uma forma que não conseguia há uma década.



Pontos positivos

  1. Campanha de grande intensidade, com momentos de grande impacto.
  2. Novidades interessantes para o modo online.
  3. Melhor modo de zombies de sempre.


Pontos negativos

  1. Não há como escapar às micro-transações.
  2. O excelente modo War só inclui três mapas.


Fonte: Gamereactor

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03 Nov, 2017 - 16:41

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